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Segurança24 de ago. de 2026, 19:21

Golpes via Pix já atingiram 24 milhões de brasileiros; veja como se proteger

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta perdas de quase R$ 29 bilhões em um ano com fraudes envolvendo Pix e boletos. Veja o que mudou nas regras de segurança em 2026 e como não cair em golpes.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

O Pix se tornou o meio de pagamento mais usado no Brasil — e também um dos alvos favoritos de golpistas. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos entre julho de 2024 e junho de 2025, com perdas estimadas em quase R$ 29 bilhões no período. Os mesmos números aparecem na Pesquisa de Tecnologia Bancária 2026 da Febraban.

Diante desse cenário, o Banco Central colocou em vigor, em 2 de fevereiro de 2026, um novo pacote de regras de segurança para o Pix. A principal mudança tornou obrigatório para todos os bancos e instituições de pagamento o uso do Mecanismo Especial de Devolução (MED) em sua versão atualizada, que passou a rastrear o dinheiro mesmo quando ele é repassado para contas intermediárias — prática comum para dificultar o rastreio em golpes. Bancos também passaram a compartilhar informações sobre o caminho do dinheiro entre si, o que facilita bloqueios e devoluções.

Outra novidade é o bloqueio preventivo de valores suspeitos por até 11 dias durante a análise de uma contestação, com prazo de até 30 minutos para a instituição de origem avisar a instituição que recebeu o valor. Especialistas ouvidos por veículos do setor estimam que as mudanças podem reduzir em até 40% o sucesso de fraudes bem-sucedidas no sistema.

Quem é afetado

Os golpes não têm um perfil único de vítima. A Febraban tem alertado especialmente para o "golpe do Pix errado": o golpista transfere um valor para a vítima, depois liga fingindo ter enviado por engano e pede a devolução — mas passa uma chave Pix diferente da conta de origem. Quando a vítima devolve o dinheiro por essa nova chave, o golpista aciona o MED alegando fraude, e o banco pode debitar o valor da conta da vítima, que perde o dinheiro duas vezes.

Outros golpes comuns incluem lojas virtuais falsas, QR Codes e boletos adulterados, e cobranças falsas em nome de órgãos públicos — atingindo desde idosos, mais visados por boletos falsos, até jovens, mais expostos a fraudes de e-commerce.

O que fazer agora

  • Nunca devolva um Pix recebido por engano usando uma chave diferente da enviada pelo remetente original — use sempre a opção "Devolver" no extrato do próprio banco, que direciona o dinheiro automaticamente para a conta de origem;
  • Desconfie de contatos por telefone, WhatsApp ou e-mail pedindo estorno urgente de valores;
  • Evite expor número de celular e outros dados usados como chave Pix em redes sociais e cadastros públicos;
  • Em caso de golpe confirmado, acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) pelo aplicativo do seu banco em até 80 dias após a transação;
  • Na dúvida, ligue direto para a central do seu banco pelo número oficial, nunca pelo contato informado por quem procurou você.
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