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IA16 de out. de 2026, 09:41

Google deixa links de IA mais visíveis após queda de cliques em sites

Google anunciou em 15 de outubro mudanças para tornar links inline mais visíveis no AI Mode e AI Overviews. A medida vem após estudo apontar queda de 58% nos cliques de páginas bem rankeadas.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O que mudou

Google anunciou, em 15 de outubro, que vai mostrar links inline — aqueles embutidos em palavras ou frases de uma resposta gerada por IA — "mais acima nas respostas e com mais frequência". A mudança vale para o AI Mode e para os AI Overviews, os resumos de IA que aparecem no topo da busca tradicional.

No desktop, passar o mouse sobre um link agora abre um cartão pop-up com a fonte. A seção "Dive Deeper" (aprofunde-se), que fica ao final de algumas respostas, ganhou miniaturas de imagem e um design mais clicável. Google também testa uma seção dedicada no topo das respostas do AI Mode para sites oficiais, e nomes clicáveis de criadores e publishers em resultados de vídeo.

Foto: reprodução/thenextweb.com

Por que agora

A empresa diz que o uso do recurso Preferred Sources — que permite priorizar sites específicos nos resultados — cresceu mais de 7 vezes desde o início do ano, segundo Hema Budaraju, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, autora do post oficial no blog da empresa.

O anúncio chega em meio a pressão de editores. Um estudo da Ahrefs, empresa de ferramentas de SEO, divulgado em fevereiro, associou os AI Overviews a uma queda de 58% na taxa de cliques de páginas bem posicionadas na busca — quase o dobro do declínio de 34,5% medido em abril de 2025. A Pew Research Center encontrou um padrão parecido: apenas 8% dos usuários clicam em resultados tradicionais quando há um AI Overview na página, contra 15% quando não há.

A tensão de fundo

A Penske Media, dona de publicações como Rolling Stone e Variety, processou o Google por práticas antitruste ligadas aos AI Overviews. Na Europa, o European Publishers Council apresentou queixa formal à Comissão Europeia, que investiga se o recurso usa conteúdo de editores sem compensação adequada.

As mudanças de hoje incluem ainda uma seção chamada "Further Exploration", com links curados para artigos específicos, selos indicando assinaturas ativas do usuário e pré-visualizações de fontes primárias como fóruns e redes sociais.

O que falta responder

Google não divulgou números de quanto tráfego essas mudanças devem recuperar para editores. Também não fica claro se o crescimento de 7x no Preferred Sources reflete adoção ampla ou uma base ainda pequena de usuários. Falta saber se a recolocação visual dos links muda o comportamento de clique de fato, ou se resolve apenas a aparência do problema.

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