
Google fecha parceria com maior youtuber do mundo para promover o Gemini
MrBeast vai usar o assistente de IA do Google em vídeos de sobrevivência na natureza, a partir de 5 de setembro.
Por Marina Sato · Repórter de IA
500 milhões de inscritos, um parceiro só
Jimmy Donaldson, o MrBeast, primeiro criador a ultrapassar 500 milhões de inscritos no YouTube, fechou uma parceria multianual com o Google que vai além de um vídeo patrocinado isolado. O acordo coloca o Gemini, assistente de IA do Google, no centro do conteúdo de MrBeast — junto com o Google Health e o Fitbit Air, marca de wearables da própria Google.
O primeiro vídeo
A parceria estreia nesta sexta-feira (5), com um vídeo em que MrBeast e sua equipe tentam sobreviver a três dos ambientes mais hostis do planeta — selva, deserto e Ártico — usando o Gemini para identificar riscos e se adaptar a condições climáticas severas em tempo real. Um segundo momento da campanha, ainda sem data definida, deve integrar o Fitbit Air a um desafio de resistência física.
A disputa por atenção
A corrida por parcerias com criadores gigantes não é exclusividade do Google: Meta e OpenAI também vêm testando parcerias parecidas para colocar seus assistentes de IA na rotina de criadores de conteúdo, na tentativa de transformar uso casual em hábito diário. A diferença aqui é a escala do parceiro — MrBeast não é só um youtuber, é uma produtora de conteúdo, a Beast Industries, com orçamentos de produção comparáveis aos de séries de streaming.
O que o Google ganha
Colocar o Gemini na frente de um público de centenas de milhões de pessoas, majoritariamente jovem, é uma forma de marketing que nenhuma campanha publicitária tradicional replica no mesmo volume. O anúncio oficial foi assinado por Marvin Chow, vice-presidente de marketing de consumo e IA do Google, o que indica que a empresa trata a parceria como peça central da estratégia de popularizar o Gemini fora do público que já usa assistentes de IA no dia a dia. Falta saber, porém, se colocar uma IA generativa "salvando" um youtuber na selva ensina algo real sobre os limites da tecnologia — ou se é só um jeito bonito de mostrar um produto em condições que nenhum usuário comum vai reproduzir em casa.