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Mercado12 de ago. de 2026, 11:12

Google investe US$ 500 milhões em cabos submarinos no Caribe

A gigante lança a iniciativa Americas Connect, com três novos cabos e um hub digital na República Dominicana, para reforçar a conexão entre América Latina, Caribe e EUA.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 500 milhões e um hub digital na República Dominicana

O Google anunciou um investimento de US$ 500 milhões para construir três novos sistemas de cabos submarinos — batizados de Alisios, Canoa e OlaLuz — e um porto de intercâmbio digital na República Dominicana, além de uma nova ramificação do cabo Firmina, que já liga Brasil e Estados Unidos. As obras devem começar em março de 2026 e terminar no início de 2027, segundo cobertura internacional que confirma o valor não divulgado na nota original em português da empresa.

As três novas rotas

O Alisios conecta República Dominicana, Panamá e Chile, fechando um anel no Pacífico com ligação à costa oeste dos EUA. O Canoa liga a República Dominicana às Bermudas e, combinado aos cabos Nuvem e Sol (já existentes), cria uma rota direta e resiliente entre América Latina, Caribe, Europa e América do Norte. Já o OlaLuz conecta o país caribenho à Flórida, aumentando a capacidade de rede entre o Caribe e a costa leste americana. Juntos, o projeto triplica o número de cabos diretos entre a República Dominicana e os EUA e multiplica por dez os pares de fibra disponíveis.

Quem ganha com isso

Governos da região tratam o investimento como estratégico: o presidente dominicano, Luis Abinader, classificou o projeto como prioridade nacional por decreto, e o panamenho José Raúl Mulino também associou o anúncio à estratégia de transformação digital de seu país. Para o Google, a lógica é dupla — reduzir a latência e ampliar a resiliência da rede que sustenta cloud, inteligência artificial e serviços de dados na região, ao mesmo tempo em que consolida presença de infraestrutura onde rivais como Amazon e Microsoft também disputam espaço.

O que ainda falta esclarecer

Nem a nota do Google nem a cobertura brasileira detalham se o Brasil terá acesso direto às novas rotas — o cabo Firmina, que já passa pelo país, ganha apenas uma ramificação até a República Dominicana, não uma conexão nova com o território brasileiro. Também não há, até o momento, cronograma de capacidade prometida para cada cabo, número que costuma acompanhar esse tipo de anúncio e ajudaria a dimensionar o real impacto para o consumidor final.

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