
Google lança Fitbit Air na Índia com preço US$ 47 maior que nos EUA
O relógio de fitness sem tela chega à Índia em 2 de outubro por cerca de US$ 146, bem acima dos US$ 99 cobrados nos Estados Unidos — uma diferença que pode dificultar a adoção em massa no país.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Preço mais alto pode esfriar a recepção na Índia
O Google começou a vender o Fitbit Air na Índia a partir de 2 de outubro de 2026, mas o preço local acendeu um sinal de alerta: o dispositivo custa ₹13.999, o equivalente a cerca de US$ 146. Nos Estados Unidos, o mesmo aparelho sai por US$ 99 — uma diferença de aproximadamente US$ 47, segundo reportagem da TechCrunch. Na Índia, o Fitbit Air estará disponível na Google Store e em varejistas parceiros como Flipkart, Croma, Reliance Digital e Vijay Sales, em quatro cores: Obsidian, Berry, Lavender e Fog. A edição especial em parceria com o jogador de basquete Stephen Curry, vendida nos EUA, não chega ao mercado indiano.
O que o Fitbit Air faz
Apresentado em maio de 2026, o Fitbit Air é um dispositivo sem tela: um corpo pequeno, em formato de pedra ("pebble"), que se encaixa em uma pulseira de tecido. Ele monitora frequência cardíaca 24 horas por dia, ritmo cardíaco com alertas de fibrilação atrial, nível de oxigênio no sangue, frequência cardíaca em repouso, variabilidade da frequência cardíaca e fases e duração do sono. A compra inclui três meses gratuitos do Google Health Premium, com acesso ao Google Health Coach.
Um mercado pequeno, mas em crescimento
Segundo a TechCrunch, a Índia responde por apenas 5% do mercado global de wearables sem tela — um nicho ainda pequeno, mas que vem crescendo, de acordo com dados citados da consultoria IDC. No segmento, o Fitbit — marca de wearables de fitness comprada pelo Google em 2021 — vai concorrer com nomes como Whoop, Oura, Garmin, a startup Luffu Link (fundada por ex-executivos do próprio Fitbit) e marcas locais como Noise e Urban.
Especificação vira experiência
Na prática, o Fitbit Air promete ser aquele tipo de wearable que você esquece que está usando: sem tela para checar, sem notificação piscando, só um sensor discreto grudado no pulso fazendo seu trabalho em segundo plano — frequência cardíaca, sono, oxigenação. É uma proposta bem diferente dos smartwatches Fitbit/Wear OS que o Google vem empurrando nos últimos anos, cheios de tela, apps e bateria que acaba rápido. Aqui a ideia é o oposto: menos aparelho, mais dado de saúde passivo.
O problema é o preço. Cobrar US$ 146 por um acessório sem tela num mercado que é, historicamente, muito mais sensível a preço que o americano é uma aposta arriscada — ainda mais quando a proposta de valor do produto é justamente a simplicidade. Não há, até o momento, qualquer sinalização de data de lançamento do Fitbit Air no Brasil. Se algum dia chegar por aqui, dá para imaginar a conta: com imposto de importação, ICMS e a conversão de dólar para real, um produto de US$ 99 nos EUA facilmente dobra ou triplica de preço — o que tornaria a pergunta "vale a pena?" ainda mais difícil de responder.