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IA05 de out. de 2026, 09:51

Google lança Gemini 4 Argon, modelo mais poderoso da empresa até hoje

O novo modelo escreve respostas de até 1 milhão de tokens e lidera 13 de 18 benchmarks de programação e cibersegurança, segundo o Google. Por enquanto, só um grupo restrito de parceiros tem acesso.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Janela de contexto cinco vezes maior

O Gemini 4 Argon escreve respostas de até 1 milhão de tokens de uma vez, saindo dos 64 mil tokens do modelo anterior. O Google anunciou o lançamento nesta terça-feira (30/9) como seu modelo mais poderoso até hoje, voltado para programação, trabalho corporativo complexo e defesa cibernética.

A empresa diz que o Argon lidera ou empata em primeiro lugar em 13 de 18 benchmarks usados na comparação, segundo dados compilados pela Vals, startup de benchmarking de IA. Entre os destaques: 77,9% no DeepSWE v1.1, teste de engenharia de software, e 68% no CWE-bench v1, que mede remediação de vulnerabilidades. O modelo também aparece à frente do GPT-6 Astra, da OpenAI, e do Claude Opus 5.5, da Anthropic, em testes de finanças, direito e análise de vídeos longos — embora perca para os dois rivais em benchmarks específicos de engenharia de software de fronteira e terminal.

Acesso restrito, preço agressivo

O Argon não chega ao público geral por enquanto. O Google está liberando o modelo primeiro para parceiros do Fairwind Program, grupo de "defensores cibernéticos" que usam a ferramenta para achar e corrigir falhas em software antes de uma disponibilização mais ampla. A empresa afirma que o modelo consegue encontrar, validar e corrigir vulnerabilidades críticas de forma autônoma, e que já usa o Argon internamente — inclusive em uma migração de 32 mil linhas de código de C/C++ para Rust.

No preço introdutório, a API cobra US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com desconto de 95% para tokens em cache. É menos de um quinto do valor cobrado pelo GPT-6 Astra e metade do Claude Opus 5.5, segundo levantamento do VentureBeat. Depois do período promocional, o preço dobra para US$ 4 e US$ 20 por milhão de tokens — empatando com a tabela da Anthropic. Acesso mais amplo está planejado para clientes pagantes da API e assinantes do Google AI Ultra, sem data definida.

O que ainda falta saber

Os números de benchmark vêm da própria Google e de metodologia da Vals, sem validação independente ampla até o momento. Também não há prazo claro para quando o Argon sai do círculo restrito do Fairwind Program e chega a desenvolvedores comuns, nem garantia de que o preço promocional se mantenha quando isso acontecer. Até lá, o "modelo mais poderoso" do Google segue sendo testado por um grupo pequeno — e fora dele, por enquanto, dá para avaliar só pelos números que a própria empresa divulgou.

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