
Google lança Googlebook, laptop Android com Gemini e 10 anos de update
A Google anunciou o Googlebook, nova linha de notebooks com Android e IA Gemini integrada, com pré-venda a partir de US$ 899 e chegada às lojas dos EUA em 4 de outubro.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um Chromebook com esteroides de IA
A Google anunciou em 21 de setembro o Googlebook, nova plataforma de notebooks batizada de "Googlebook OS", construída sobre a base do Android com fundações emprestadas do ChromeOS. Os cinco primeiros modelos entraram em pré-venda a partir de US$ 899 e chegam às lojas dos Estados Unidos em 4 de outubro, fabricados em parceria com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo.
Especificações que viram experiência
Todos os modelos rodam com processadores Intel Core Ultra Série 3 ou Snapdragon X Elite, chip da Qualcomm usado em boa parte dos smartphones Android topo de linha, ambos equipados com NPU de mais de 40 TOPS dedicada a tarefas de inteligência artificial. A configuração de entrada vem com 16 GB de RAM, com variante de 32 GB para quem costuma rodar vários aplicativos pesados ao mesmo tempo, e tela touchscreen que chega a 2,8K, em versões LCD ou OLED dependendo do modelo escolhido.
O que muda na prática
A grande aposta do Googlebook é reconstruir o notebook em torno do celular Android: integração direta com o smartphone do usuário, acesso nativo à Play Store, Chrome de desktop completo e o assistente Gemini embutido no sistema operacional. É a mesma lógica que a Apple já explora há anos entre Mac e iPhone, só que agora é a Google tentando repetir a fórmula do lado do ecossistema Android.
Outro diferencial anunciado é o suporte de longo prazo: dez anos de atualizações automáticas, com novidades trimestrais no mesmo ritmo dos celulares Pixel — bem acima da média de três a quatro anos que a maioria dos notebooks com Windows recebe hoje.
Vale a pena esperar?
Por enquanto, o lançamento é restrito aos Estados Unidos, sem data ou preço confirmados para o Brasil. Ainda assim, o pacote — hardware atualizado, IA embutida de fábrica e uma promessa rara de suporte de longo prazo — é o tipo de proposta que pode pressionar fabricantes de notebooks com Windows a repensar por quanto tempo prometem manter um aparelho relevante depois da compra.