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Games03 de nov. de 2026, 08:56

Google tem easter egg de Zelda que te leva para 1998

Buscar por Ocarina of Time no Google agora libera a Master Sword na tela, e clicar nela joga você de volta para a interface de 1998, ano em que o jogo e o próprio Google nasceram.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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A espada que abre um portal pro passado

Se você pesquisar "The Legend of Zelda: Ocarina of Time" no Google agora, vai notar a Master Sword — a espada lendária da franquia — pousada no canto inferior direito da tela, flutuando sobre o pedestal do Templo do Tempo. Clica nela e pronto: o Google te joga de volta para 1998. É basicamente uma máquina do tempo escondida dentro da busca mais usada do planeta, e eu não canso de testar.

A brincadeira não é por acaso. Ocarina of Time e o Google, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo e dona do buscador mais usado do planeta, nasceram no mesmo ano, 1998, e a empresa resolveu comemorar essa coincidência bem na véspera do lançamento do remake do jogo para o Nintendo Switch 2, confirmado para 5 de novembro de 2026. Dá pra sentir o carinho no detalhe: ao ativar o easter egg, toca a voz do Link gritando e a Triforce aparece na tela, enquanto a página se transforma na versão mais old school do buscador.

Foto: reprodução/25yearslatersite.com

O que você encontra do outro lado

A reconstrução é generosa com a nostalgia. Volta o logo antigo do Google, a lista de resultados em texto puro, sem IA generativa enfiada no meio, e até o clássico botão "Estou com sorte", aquele que te mandava direto pro primeiro resultado sem nem passar pela página de busca — coisa que fazia sentido numa internet com muito menos site disputando espaço. A contagem de resultados fica em algo como 1.998, e o tempo de busca aparece como 0,64 segundo, uma referência direta ao Nintendo 64, console original do jogo. É o tipo de piada que só fã de longa data vai pescar de primeira.

O tema de viagem no tempo não é escolha aleatória: é o coração da narrativa de Ocarina of Time, em que Link alterna entre a infância e a vida adulta para salvar Hyrule. A trilha inteira do jogo é sobre o peso de crescer e sobre memórias que não mudam mesmo quando tudo em volta muda — e tem até aquela fala icônica da Sheik, "o fluxo do tempo é sempre cruel", que resume bem o clima.

Por que isso importa pra quem joga

Para quem acompanha a comunidade Zelda há décadas, esse tipo de homenagem vale mais que qualquer trailer. É a prova de que uma empresa do tamanho do Google também guarda memória afetiva da internet mais lenta dos anos 1990 — e que ainda dá pra rir e se emocionar com isso junto com quem cresceu jogando no N64. Com o remake chegando em poucos dias, é um mimo barato, mas certeiro, pra reaquecer a nostalgia antes da estreia.

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