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Gadgets09 de out. de 2026, 10:53

Google vai cobrar para manter SOS e detecção de queda no Pixel Watch 2 e 3

A partir de 12 de dezembro, quem tem a versão LTE do Pixel Watch 2 ou 3 vai perder de graça o Safety Signal, recurso que aciona SOS de emergência e detecção de queda direto pela rede celular. Sem plano de dados próprio no relógio, as funções seguem ativas só via Wi-Fi ou Bluetooth com o celular por perto.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que muda no seu pulso

Quem comprou a versão LTE do Pixel Watch 2 ou do Pixel Watch 3 pensando em andar sem o celular por perto vai sentir a mudança no bolso. O Google confirmou que, a partir de 12 de dezembro, as versões com conexão celular desses dois relógios vão perder o acesso gratuito ao Safety Signal, recurso que usa a rede do próprio relógio para disparar SOS de emergência, detecção de queda e checagem de segurança sem depender de um plano de dados específico para o aparelho.

Na prática, o Safety Signal era o que dava sentido a pagar mais caro pela versão LTE: você saía pra correr, deixava o celular em casa, e se caísse ou precisasse de ajuda, o relógio avisava contatos de emergência sozinho, puxando dados de localização pela própria antena celular. Segundo o anúncio feito em post da comunidade do Google, os usuários afetados vão receber um e-mail de aviso com 30 dias de prazo antes do corte definitivo.

Por que isso incomoda

O detalhe que irrita quem já pagou pelo hardware é que o recurso não desaparece — ele passa a depender de um plano de dados pago para o relógio, vendido pela operadora. Sem isso, Safety Signal, SOS e detecção de queda continuam funcionando, mas só quando o relógio está em Wi-Fi ou pareado via Bluetooth com um celular por perto, ou seja, exatamente o cenário que a versão LTE prometia resolver.

Quem compara com a geração anterior sente o contraste: o Pixel Watch original nunca teve Safety Signal gratuito dessa forma, então a mudança afeta especificamente quem investiu nas gerações 2 e 3 esperando autonomia total longe do telefone.

Vale o preço no Brasil?

Aqui a conta fica mais dolorida. O Pixel Watch nunca teve venda oficial no Brasil — quem tem um, comprou via importação, pagando em dólar mais frete e, eventualmente, imposto. Com o Safety Signal gratuito saindo de cena, o apelo da versão LTE cai ainda mais para o consumidor brasileiro, que teria que lidar também com a questão de plano de dados internacional ou nacional compatível com eSIM do relógio — nem sempre trivial por aqui. Se a ideia era usar o relógio como substituto do celular em treinos e corridas, o cálculo da importação fica ainda menos atrativo a partir de dezembro.

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