
Googlebook vs Chromebook: o notebook premium do Google vale o preço?
O Google estreou os Googlebooks, linha premium que passa por cima dos Chromebooks tradicionais com OLED, IA local e preço bem mais salgado. Veja o que muda de verdade na hora de usar.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Uma nova prateleira acima do Chromebook
Durante anos, comprar um Chromebook foi sinônimo de economia: tela mediana, plástico por todo lado, mas preço camarada a partir de US$ 179 na loja do próprio Google. Agora o Google abriu as pré-vendas de uma linha totalmente nova, o Googlebook, com entrada em US$ 899 — e isso muda o jogo de quem só conhecia o ChromeOS pelo viés "básico e barato".
As pré-vendas começaram em 21 de setembro, e os primeiros aparelhos chegam às lojas dos EUA em 4 de outubro, com Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália recebendo a linha um dia depois. Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo já confirmaram modelos — os mesmos fabricantes que hoje fazem Chromebooks, só que agora testando um segmento mais caro.
Foto: reprodução/9to5google.com
O que muda na prática
A sensação que o Googlebook promete é a de sair de um carro popular pra um sedã. As seis diferenças que realmente pesam no bolso e no uso:
Foto: reprodução/tomsguide.com
- Preço: Chromebooks seguem de US$ 179 a US$ 369 (linha Plus); o Googlebook começa em US$ 899 e pode passar de US$ 1.299 em versões ASUS, HP e Lenovo.
- Processador: enquanto Chromebooks levam chips de entrada, o Googlebook aposta em Intel Core Ultra Série 3 ou Snapdragon X Elite, com NPU dedicada para IA local.
- Memória e armazenamento: mínimo de 16 GB de RAM (com opção de 32 GB) e SSD de 256 GB ou 512 GB — patamar de notebook de trabalho, não de máquina só pra navegar.
- Tela: telas OLED touchscreen de até 2,8K substituem os painéis LCD simples que ainda dominam os Chromebooks.
- Software: o Googlebook OS mistura a base do ChromeOS com uma camada nativa Android, trazendo recursos como Magic Pointer, ditado por voz e Gemini rodando localmente — algo que o Chromebook tradicional não oferece.
- Construção: chassis de alumínio, magnésio ou fibra de carbono contra o plástico predominante nos Chromebooks de entrada.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora o problema: o Google ainda não anunciou data para o Brasil. A aposta é que a chegada siga o padrão dos Chromebooks, via parceiros como Dell, ASUS, HP, Acer e Lenovo, possivelmente ainda neste ano. Mas convertendo os US$ 899 de entrada — sem impostos de importação, sem margem de distribuidor — já dá pra imaginar um preço de lançamento brigando com notebooks intermediários de Windows por aqui.
A pergunta que fica é se o Gemini local e a tela OLED justificam abrir mão da flexibilidade do Windows num notebook de mil dólares ou mais. Para quem já vive no ecossistema Android e usa Chromebook no dia a dia, o salto de hardware é real. Para o resto do público, o Googlebook parece menos um sucessor do Chromebook barato e mais um produto novo, competindo em outra prateleira.