
GPT-6 Astra vence CAPTCHA de 48 fases e recebe certificado de humano
O modelo mais recente da OpenAI venceu as 48 fases do jogo “I'm Not a Robot” de forma autônoma, em navegador, e recebeu o selo de brincadeira “verified human” — sinal do avanço em controle autônomo de computador.
Por Marina Sato · Repórter de IA
O feito
O GPT-6 Astra, modelo mais recente da OpenAI, completou as 48 fases do jogo “I'm Not a Robot”, um desafio no estilo CAPTCHA criado pelo programador Neal Agarwal para diferenciar humanos de robôs. A demonstração foi feita publicamente pelo programador Sharif Shameem, que deixou o modelo operar um navegador de forma autônoma até o fim.
O “certificado”
Ao concluir a última fase, a própria página emitiu um certificado digital de “verified human” — um selo de brincadeira da atração original, não uma credencial oficial de nenhuma instituição. Ainda assim, o resultado chama atenção porque CAPTCHAs foram criados justamente para barrar esse tipo de automação: exigem interpretar imagens, clicar em pontos específicos e arrastar objetos, tarefas visuais que historicamente travavam bots.
Controle autônomo de computador
O caso ilustra a aposta da OpenAI no GPT-6 Astra como um modelo agêntico: capaz de navegar na web, operar programas e resolver tarefas em várias etapas sem intervenção humana a cada passo, não só gerar texto. A OpenAI não comentou publicamente esse episódio específico.
Por que interessa
Empresas de segurança digital usam CAPTCHAs como uma das últimas barreiras simples contra bots em cadastros, compras e comentários. Se modelos de IA generalistas passam a resolver esse tipo de teste sem treinamento específico para isso, o desafio para quem depende desses filtros aumenta — de lojas online a sites de ingressos.
O que falta responder
Não há confirmação de quanto tempo o modelo levou para concluir as 48 fases, nem se o resultado se repete de forma consistente em outras tentativas. Também não está claro se o desafio “I'm Not a Robot” tem alguma relação com os CAPTCHAs usados de fato por bancos, e-commerces ou redes sociais, que tendem a ser bem mais difíceis de burlar.