tech & talk
Mercado01 de set. de 2026, 11:21

Grupo com dinheiro de Andreessen e Brockman investe em anúncios pró-data center

O Build American AI, braço do super PAC Leading the Future, vai gastar milhões de dólares em anúncios no Kansas, Ohio e Wisconsin para reverter a rejeição popular a data centers antes das eleições de meio de mandato.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

Compartilhar

Mais de US$ 50 milhões em caixa para vender a imagem do data center

São pelo menos US$ 50 milhões em caixa que o Build American AI, grupo recém-lançado e ligado ao super PAC Leading the Future (LTF), vai usar para convencer eleitores de três estados-chave — Kansas, Ohio e Wisconsin — de que ter um data center no quintal é uma boa notícia. A cifra some perto dos US$ 125 milhões arrecadados pelo LTF em 2025 e dos mais de US$ 115 milhões que a Andreessen Horowitz já despejou em contribuições federais divulgadas nos últimos ciclos eleitorais, segundo o TechCrunch.

O timing não é acidental: os data centers viraram vilões inesperados das eleições de meio de mandato de novembro. Contas de luz em alta, consumo de água disparado e barulho de obras têm alimentado campanhas locais contra a expansão da infraestrutura de IA.

Quem financia e quem se afasta

A lista de patrocinadores do ecossistema Leading the Future inclui nomes pesados do Vale do Silício: além de Andreessen Horowitz e Brockman, aparecem o cofundador da Palantir, Joe Lonsdale, o investidor Ron Conway e a Perplexity. A própria OpenAI, porém, tratou de marcar distância. Em junho, a empresa publicou um comunicado se desvinculando das táticas do LTF, afirmando que "grupos que fazem advocacia sobre IA devem ser claros sobre suas posições de política, ser honestos sobre quem representam, e não usar táticas como astroturfing".

Quem ganha e quem perde na conta

O cálculo é simples: hyperscalers e desenvolvedores de data centers ganham fôlego político justamente nos estados onde a oposição local mais ameaça travar novos projetos de infraestrutura para IA. Do outro lado, perdem os movimentos comunitários que vinham conseguindo capitalizar a insatisfação com tarifas de energia em ano eleitoral, agora forçados a competir com uma campanha publicitária de milhões de dólares.

inteligência artificialdata centerslobbyeleiçõesandreessen horowitz
Compartilhar