
GTX 1650 em 2026: ainda vale a pena comprar a placa da Nvidia?
Lançada em 2019 com arquitetura Turing, a GTX 1650 chega a custar o mesmo que a RTX 3050 no Brasil — e perde fácil para a rival em quase tudo.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Uma placa de 2019 tentando sobreviver em 2026
Sete anos é muito tempo no mundo das GPUs, e a GTX 1650 sente cada um deles. Lançada pela Nvidia em 2019 com a arquitetura Turing, ela chegou ao mercado numa época em que ray tracing e upscaling por IA ainda eram exclusividade das placas mais caras da própria fabricante. Hoje, rodar jogos sem núcleos Tensor ou RT dedicados é como chegar de bicicleta numa prova de Fórmula 1: ainda chega lá, mas não do jeito que você queria.
Na prática, a GTX 1650 ainda resolve para quem joga título leve e competitivo — Valorant, Rocket League, esse tipo de jogo — mantendo mais de 60 FPS em Full HD com uns ajustes nas configurações. O problema aparece na hora de encarar qualquer AAA mais recente: engasgos, demora para carregar texturas e quedas de frame que tiram a paciência de qualquer um.
O calcanhar de Aquiles: não tem DLSS
Aqui está o ponto que mais pesa contra a veterana: sem suporte nativo ao DLSS, a GTX 1650 depende de alternativas como FSR 3 ou XeSS, que no geral entregam resultado inferior ao upscaling proprietário da própria Nvidia. É irônico ter que usar tecnologia da concorrência (AMD) ou alternativa genérica justamente numa placa verde.
Vale o preço no Brasil?
E é aqui que a conta não fecha. No Brasil, a GTX 1650 ainda é vendida por cerca de R$ 1.400 — exatamente a mesma faixa de preço da RTX 3050, que é uma geração mais nova, tem núcleos RT e Tensor, e entrega desempenho consideravelmente superior (mesmo consumindo quase o dobro de energia). Comparações de benchmark mostram a RTX 3050 com ganhos de dois dígitos percentuais sobre a GTX 1650 em cenários de jogo real, e isso sem contar o suporte a recursos modernos que só tendem a importar mais com o tempo.
O veredito é direto: comprar uma GTX 1650 nova em 2026 raramente se justifica. Se o orçamento é curto, vale segurar mais um pouco e buscar algo com pelo menos 8 GB de VRAM e suporte a APIs gráficas atuais — isso garante uma vida útil bem mais longa pro seu PC. A GTX 1650 cumpriu seu papel, mas seu momento já passou.