
Guarda-roupa virtual do Google Photos, inspirado em Clueless, chega a iOS
O recurso Virtual Closet, que usa IA para montar um guarda-roupa digital a partir das fotos do usuário, saiu do Android e agora está disponível também no iOS, em EUA, Brasil e Índia.
Por Marina Sato · Repórter de IA
O que muda
O Google Photos ampliou para iOS o recurso Virtual Closet, guarda-roupa virtual construído com inteligência artificial a partir das fotos do próprio usuário. A ferramenta chegou primeiro ao Android em junho e agora está disponível para todos, em Android e iOS, nos Estados Unidos, no Brasil e na Índia.
Como funciona
O recurso usa IA para identificar peças de roupa em fotos tiradas pelo usuário e organizá-las em um closet digital. É possível filtrar os itens por categoria — como tops, bottoms e joias — e combinar peças para montar looks diferentes, sem precisar fotografar as roupas de novo em um catálogo separado.
A referência ao cinema
O nome do recurso remete ao guarda-roupa virtual de Cher Horowitz, personagem de Alicia Silverstone em "As Patricinhas de Beverly Hills" (Clueless, 1995), que usava um sistema digital para escolher roupas todos os dias — uma das cenas mais lembradas do filme e hoje referência recorrente quando o assunto é moda e tecnologia.
Privacidade
Segundo o Google, dados sobre como o usuário se veste ou quais roupas possui não são compartilhados com terceiros, como varejistas. A empresa não detalhou, porém, por quanto tempo as informações extraídas das fotos ficam armazenadas nem se são usadas para treinar outros modelos de IA da companhia — pontos que seguem sem explicação oficial.
Contexto
A expansão do Virtual Closet acompanha outras novidades no Google Photos, como uma função no Gemini Spark para selecionar, iluminar e compartilhar fotos com um único comando (limitada a assinantes do Google AI Pro ou Ultra nos EUA), uma ferramenta de marcação atualizada e novos templates de Remix. Usuários Android também ganharam filtros chamados "Moods", que aplicam efeitos como simulação de filme 35mm e câmeras digitais dos anos 2000.
Fica em aberto se o recurso chegará a outros países além dos três mercados atuais, e se o Google pretende divulgar números de adoção da ferramenta desde o lançamento no Android, em junho.