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Gadgets11 de ago. de 2026, 13:20

GuliKit ES Max chega a US$ 49,99 com manches TMR aprimorados

A GuliKit lançou o ES Max, seu primeiro controle sem fio com uma versão aprimorada dos sensores anti-drift TMR estreados no ES Pro. O novo modelo custa US$ 49,99, quase o dobro do antecessor.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um ano depois do ES Pro, a GuliKit sobe de patamar

A GuliKit apresentou o ES Max, seu primeiro controle sem fio a usar uma versão aprimorada da tecnologia TMR (tunneling magnetoresistance) que estreou no ES Pro, lançado em agosto de 2025 por US$ 29,99. Quase um ano depois, o novo modelo chega custando US$ 49,99 — quase 70% mais caro que o antecessor, mas ainda distante dos US$ 69,99 do topo de linha TT Max da marca.

Na prática, o que muda é a forma como o manche detecta o ângulo do movimento do polegar. Em vez de depender só do campo magnético entre ímã e sensor (como no Hall Effect tradicional), a tecnologia TMR mede a resistência magnética diretamente, o que reduz o desgaste mecânico e a chance de o famoso "drift" aparecer depois de meses de uso. É o mesmo problema que assombra Joy-Cons desde o Switch original e que motivou até ação judicial contra a Nintendo — e é exatamente esse ponto de dor que a GuliKit tenta explorar com preço mais acessível que os controles oficiais.

Foto: reprodução/xiaomitoday.com

O que o ES Max entrega a mais

Comparado ao ES Pro, o ES Max mantém a tecnologia sem fio HyperLink 2 (3,25 ms e 730 Hz no modo wireless; 1,87 ms e 1000 Hz no modo com fio via PC), mas soma gatilhos de modo duplo, botões traseiros adicionais e wake-up para Switch e Switch 2. Fica de fora o visual mais chamativo do TT Max, sem iluminação RGB nem motores de vibração maglev — a GuliKit optou por focar o upgrade na precisão dos manches, não na estética.

A compatibilidade é ampla: PC, Steam, Nintendo Switch, Switch 2 e Android, o que faz do ES Max uma opção tanto para quem joga portátil quanto para quem migra entre PC e console no mesmo fim de semana.

Vale o preço no Brasil?

Aqui é onde a conta aperta. Os US$ 49,99 do ES Max, sem impostos de importação, já convertem para pouco mais de R$ 255 na cotação atual (perto de R$ 5,11 por dólar). Somando frete internacional, imposto de importação e a variação cambial que costuma pesar contra o consumidor brasileiro, o valor final tende a passar dos R$ 400 — faixa que já esbarra em opções de controles Pro genéricos vendidos localmente, ainda que sem a tecnologia TMR.

Para quem já sofreu com drift em Joy-Con ou controle de terceiros, a proposta é sedutora: sensores mais duráveis, boa compatibilidade multiplataforma e um preço ainda inferior ao dos controles oficiais da Nintendo para o Switch 2. Mas vale pesar se o salto de US$ 20 sobre o ES Pro — que já resolve boa parte do problema por menos — realmente compensa, especialmente sem previsão de venda oficial no Brasil.

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