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Games27 de out. de 2026, 12:38

Hackearam o Switch 2 e já rodam YouTube nele: o que isso abre

Um pesquisador liberou o primeiro jailbreak do Switch 2 e, em poucos dias, a comunidade já colocou o YouTube pra rodar no console. O próximo passo, segundo quem acompanha a cena, é emulação e apps de streaming.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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O jailbreak que a comunidade esperava

Saiu o primeiro jailbreak conhecido do Nintendo Switch 2, assinado pelo pesquisador de segurança Sammy Hajhamid, conhecido como "pepsipu". E não demorou nada pra comunidade provar o que já era óbvio: uma vez aberta a porta, dá pra colocar de tudo no console — começando pelo YouTube, que a Nintendo nunca quis oferecer de forma oficial.

Quem tirou o YouTube do papel foi o usuário "byizmysh", usando o VacuumTube, um cliente de código aberto que roda a versão leve do YouTube feita pra Smart TVs. Ou seja: ninguém reescreveu o app do zero. Pegaram uma solução que já existia pra outro tipo de tela e adaptaram pro hardware destravado do Switch 2. É o tipo de gambiarra elegante que a cena de homebrew faz bem.

Por que isso importa além do YouTube

Aqui que a notícia fica interessante pra quem compra o console pensando em mais do que só jogar. O raciocínio da comunidade é direto: se o YouTube — que depende de autenticação, DRM e APIs do Google — já roda, colocar Netflix, HBO Max e outros apps de streaming vira, nas palavras de quem acompanha o desenvolvimento, "um salto curto".

E tem outra frente avançando em paralelo: a extração de arquivos RomFS dos jogos do próprio Switch 2. Isso é a base técnica pra emulação e pra criação de ports nativos pra PC — ou seja, gente rodando jogos do console em outras plataformas sem precisar do hardware da Nintendo.

O que isso significa pro bolso do jogador

Vale lembrar o contexto: a Nintendo historicamente não oferece apps de streaming de vídeo e filmes direto no console, obrigando quem quer essa função a ter outro aparelho em casa — ou simplesmente abrir mão dela. Um Switch 2 que também funciona como centro de mídia, mesmo que via jailbreak, é exatamente o tipo de recurso que deveria vir de fábrica, e não depender de hacker voluntário resolvendo o problema que a fabricante não quis resolver.

Claro, tem o outro lado da moeda: jailbreak mexe com garantia, pode levar a banimento online e, se a emulação de jogos avançar rápido demais, pode também acelerar pirataria — o que historicamente faz a Nintendo responder com bans em massa e processos. Mas, pra quem só queria assistir um vídeo no console que já tem em casa, dificilmente vai dar pra culpar a comunidade por preencher a lacuna que a própria empresa deixou aberta.

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