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Mercado06 de nov. de 2026, 07:45

Harbinger capta US$ 240 milhões e amplia aposta em defesa e baterias

A fabricante de caminhões elétricos levanta nova rodada liderada por Tiger Global para financiar expansão em armazenamento de energia, veículos autônomos e plataformas militares.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 240 milhões é o número que mostra a aposta em diversificação

A Harbinger, fabricante americana de chassis de caminhões elétricos fundada em 2021, levantou US$ 240 milhões em uma rodada Série D para expandir sua plataforma além dos veículos comerciais, entrando em armazenamento de baterias, geração de energia, veículos autônomos e, mais recentemente, em aplicações militares. Com o aporte, a empresa já soma mais de US$ 650 milhões captados desde a fundação.

O que o valor significa

A rodada foi colíderada pela gestora de fundos Tiger Global, pelo Technology Impact Fund da Capricorn, fundo voltado a tecnologias de impacto ambiental e social, e pela Ridgeline, firma de investimento focada em defesa. A FedEx, gigante de logística que também é cliente da Harbinger, repetiu o aporte feito na rodada anterior — a empresa já fechou um pedido de 2 mil caminhões com a startup. Completam a lista de investidores a Maniv, gestora focada em mobilidade, a Greycroft, e a Leitmotif, fundo de capital de risco apoiado pela Volkswagen. "A Harbinger é excelente em eletrificação, e a eletrificação se tornou um dos gargalos mais urgentes da era da inteligência artificial", disse Griffin Schroeder, sócio da Tiger Global, à TechCrunch.

De caminhões elétricos a defesa

A entrada da Harbinger no setor de defesa não é recente: em fevereiro deste ano, a empresa comprou a Phantom AI, startup especializada em direção autônoma, e em março começou a desenvolver veículos híbridos para uso em emergências. Mais tarde, a companhia revelou uma plataforma elétrica híbrida não tripulada voltada a aplicações militares — um movimento que a coloca ao lado de outras fabricantes de veículos que vêm mirando contratos com o governo dos Estados Unidos em meio ao aumento de gastos com defesa e tecnologia dual-use (civil e militar).

Quem ganha e quem perde

A FedEx se consolida como parceira estratégica de longo prazo, garantindo fornecimento de caminhões elétricos enquanto a Harbinger amplia receita com contratos de defesa — um mercado historicamente menos sensível a ciclos econômicos. Os fundos de venture capital que entraram cedo, como a Maniv e a Greycroft, veem a diversificação como forma de reduzir a dependência de um único mercado (frotas comerciais) que ainda sofre com a adoção lenta de elétricos nos EUA. Quem fica de fora são fabricantes tradicionais de caminhões que não se moveram rápido o suficiente para competir simultaneamente em eletrificação e nos contratos militares que começam a atrair capital de risco em volume cada vez maior.

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