
Hiyd quer transformar qualquer relógio em monitor de saúde
Sensor biométrico criado por ex-engenheiros da Apple se fixa por microssucção, sem ímã ou adesivo, e já reservou mais de 16 mil unidades antes do lançamento.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O que é
A Hiyd é um disco sensor de 7 gramas que promete transformar qualquer relógio — digital ou mecânico — em um monitor de saúde. A fixação usa microssucção: um pad de silicone com centenas de poros microscópicos cria vácuo contra o fundo do relógio, prendendo o sensor sem ímã e sem adesivo, e sem interferir no funcionamento de relógios mecânicos tradicionais. Segundo a empresa, o sistema é compatível com cerca de 95% dos modelos de relógio do mercado, de Apple Watch e Garmin a peças totalmente analógicas.
O que ele mede
Foto: reprodução/techcrunch.com
O sensor acompanha frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, estágios do sono, movimento e estimativa de consumo calórico e de VO2 máximo, usando inteligência artificial para reconhecer o tipo de atividade física em andamento. A empresa também diz estar desenvolvendo rastreamento nutricional, cruzando dados de alimentação com sono e desempenho físico — território já disputado por pulseiras e relógios inteligentes tradicionais.
Quem está por trás
A startup foi fundada por Salah Batroukh, que passou sete anos como engenheiro de manufatura na Apple, ao lado de Omar Shakir (CTO, engenheiro mecânico) e Mahamad Charawi (à frente do software, ex-colíder da startup Laudspeaker). A empresa passou pela aceleradora americana de startups Antler e vai apresentar a segunda geração do sensor no Startup Battlefield 200, competição de startups do TechCrunch Disrupt.
Vale a pena?
O produto chega ao Kickstarter em novembro, com preço de lançamento de US$ 199 (ou US$ 149 para quem reservar com depósito de US$ 10 antecipado) e sem assinatura mensal — um modelo de compra única que destoa da maioria dos wearables de saúde, que cobram mensalidade para liberar métricas avançadas. Mais de 16 mil pessoas já reservaram uma unidade antes do lançamento oficial, sinal de que a proposta de não precisar comprar outro relógio encontrou público. A dúvida que fica é a mesma de qualquer sensor de terceiros: se a precisão das métricas vai se sustentar fora do controle de fábrica de marcas como Apple e Garmin, e se o produto vai de fato chegar ao Brasil com suporte e preço competitivos — hoje, não há previsão de venda fora dos Estados Unidos.