
HP transforma teclado em PC completo com Ryzen AI, e preço assusta
O HP EliteBoard G2a esconde um PC inteiro dentro de um teclado, com NPU de 50 TOPS e Ryzen AI PRO. A pegada é curiosa, mas o preço em dólar já avisa: no Brasil, a conta não vai fechar fácil.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Chega uma hora em que a especificação para de ser número em ficha técnica e vira pergunta prática: cabe na minha mesa? E o HP EliteBoard G2a responde isso de um jeito quase provocador — porque ele é a sua mesa, ou pelo menos o seu teclado. Dentro do corpo de membrana, layout 1800 e luz branca de fundo, a HP meteu um PC completo, com mouse HP 675M sem fio de brinde. É a segunda geração desse conceito, sucessora do G1a lançado há menos de um ano na CES.
O que tem debaixo das teclas
O coração é o Ryzen AI, linha de processadores da AMD voltada a notebooks e PCs compactos que combina núcleos de CPU tradicionais com uma NPU dedicada a tarefas de inteligência artificial — pense nela como um motor extra que roda IA local sem depender da nuvem. Aqui ela entrega 50 TOPS, o suficiente para carimbar o selo Copilot+ PC.
A entrada vem com Ryzen AI 5 PRO 435 (6 núcleos, 12 threads), 16 GB de RAM DDR5 a 5600 MHz e SSD PCIe Gen 5 de 512 GB. Quem quiser mais músculo sobe para o Ryzen AI 7 PRO 450 (8 núcleos, 16 threads) com Radeon 860M, 32 GB de RAM e 1 TB de SSD. E aqui está o detalhe que faz diferença no dia a dia: RAM e armazenamento são trocáveis pelo usuário, com expansão até 64 GB e 2 TB.
Na prática, estamos falando de um PC que roda em 65W via USB Power Delivery, com só uma porta USB4 e uma USB-C 10 Gbps.
Vale o preço no Brasil?
Aqui a conversa fica curta. A versão de entrada sai por US$ 3.028, a intermediária com 32 GB bate US$ 4.191, e a configuração máxima passa de US$ 4 mil — isso ainda em dólar, sem imposto de importação, sem ICMS, sem frete. Convertendo e aplicando a carga tributária brasileira de praxe para eletrônicos importados, esse teclado-PC facilmente encostaria na faixa de notebooks topo de linha nacionais, só que sem tela, sem webcam e sem bateria própria. É um produto de nicho corporativo nos EUA; por aqui, seria artigo de importação para entusiasta com bolso largo. O formato é genial, a engenharia é real — mas o preço, de novo, fala mais alto que o design.