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IAMercado06 de out. de 2026, 22:03

IA da HackerRank já fez mais de 500 mil entrevistas de emprego

Chakra simula um dia real de trabalho com um repositório de código verdadeiro; Snowflake, Snorkel e Capgemini testaram o sistema antes do lançamento geral em outubro.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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500 mil entrevistas em seis meses de teste

O Chakra, entrevistador de inteligência artificial da HackerRank — plataforma usada por empresas de tecnologia para avaliar habilidades de programação de candidatos — já conduziu mais de 500 mil entrevistas de emprego durante a fase beta, antes do lançamento geral em outubro de 2026.

Como funciona

Em vez de perguntas genéricas, o candidato recebe uma tarefa dentro de um repositório de código real e trabalha a solução em uma interface com um assistente de IA ao lado. O sistema faz perguntas de acompanhamento contextualizadas — "por que você escolheu essa abordagem?", "como sua solução mudaria com essa nova restrição?" — simulando o que aconteceria num primeiro dia de trabalho real, não um teste de lógica isolado.

Quem já testou

Snowflake, gigante americana de armazenamento e análise de dados na nuvem, a startup de dados Snorkel e a consultoria francesa de TI Capgemini fizeram parte dos testes antes do lançamento geral, além de avaliações internas da própria HackerRank.

O argumento a favor

O CEO da HackerRank defende que a IA avalia de forma "muito menos enviesada que humanos" e cita queda de 70% a 80% nas taxas de atividade suspeita — leia-se, cola — durante entrevistas feitas pelo Chakra, em comparação com processos tradicionais.

O que ainda preocupa

Ferramentas automatizadas de contratação podem herdar ou amplificar vieses presentes nos dados usados para treiná-las — crítica recorrente de pesquisadores e reguladores. Nova York já exige auditorias independentes de viés para esse tipo de ferramenta, e outros estados americanos discutem regras parecidas.

O que falta responder

A HackerRank não divulgou taxa de aprovação entre entrevistas feitas por IA e por humanos, nem se candidatos reprovados pelo Chakra têm acesso a recurso ou segunda avaliação humana.

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