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SegurançaIA04 de ago. de 2026, 22:12Atualizada em 08 de ago. de 2026, 01:55

IA derruba tempo de resposta a incidentes de horas para segundos na Globo

Diretor de segurança da informação da Globo revela que agentes de IA já resolvem 55% dos chamados do SOC sem intervenção humana, mas alerta que o custo por chamado automatizado ainda é maior que o humano.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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IA muda o ritmo da defesa cibernética na Globo

O uso de inteligência artificial está reduzindo de forma drástica o tempo de detecção e resposta a incidentes de cibersegurança na Globo. É o que afirma Rodrigo Almeida Gonçalves, diretor de Segurança da Informação da emissora, em entrevista à Canaltech durante a Rio Innovation Week 2026, realizada no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

"As nossas métricas saíram da casa de minutos e horas para a casa dos segundos", disse o executivo, que participou no dia 4 de agosto de um painel sobre segurança e IA no evento, ao lado de representantes da Kimoshiro Cybersecurity, da CHR Advisory e da TechBiz CyberDefesa.

Foto: reprodução/startupi.com.br

55% dos chamados resolvidos sem humanos

Segundo Almeida, o Centro de Operações de Segurança (SOC) da Globo, que funciona 24 horas por dia, já resolve automaticamente 55% dos chamados recebidos, sem qualquer intervenção humana. A empresa começou a implementar agentes de inteligência artificial no processo de segurança em 2025, e o avanço já é considerado expressivo pela equipe interna.

A lógica é simples: quanto mais rápido um incidente é identificado e contido, menor a janela de exposição a riscos como vazamento de dados, sequestro de sistemas ou fraudes. Em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados — muitos deles também potencializados por IA generativa —, a velocidade de resposta se tornou um diferencial competitivo para empresas de mídia e tecnologia.

O obstáculo ainda é o custo

Apesar dos ganhos de eficiência, o executivo pondera que o custo segue como o principal entrave para uma adoção ainda mais ampla. Gastos com tokens de modelos de IA, assinaturas de soluções especializadas, hardware e energia elétrica fazem com que, hoje, cada chamado resolvido por um agente automatizado ainda custe mais do que um resolvido por um analista humano.

A expectativa da Globo é que a maturação do mercado de IA — com a queda histórica de preços de modelos e infraestrutura observada nos últimos anos — equilibre essa conta, tornando a automação tanto mais rápida quanto mais barata que os processos tradicionais de segurança.

O painel na Rio Innovation Week discutiu ainda como as "fronteiras abertas" da inteligência artificial criam novos riscos: a mesma tecnologia usada para defesa também abre espaço para manipulação, fraudes, desinformação e danos reputacionais, um equilíbrio que empresas do porte da Globo dizem monitorar de perto.

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