
IBM lucra 26% mais no 3º trimestre e eleva meta para software
Receita total soma US$ 17,1 bilhões, acima do esperado por analistas; companhia revisa alta de software de 6-8% para 7-8% ao ano.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
O número que importa
A IBM, uma das maiores empresas de tecnologia corporativa e computação em nuvem do mundo, faturou US$ 17,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado e acima da expectativa de analistas, que previam cerca de US$ 16,82 bilhões. O lucro por ação ajustado veio em US$ 2,95, também superior ao consenso de US$ 2,86 — avanço de 11% sobre o ano anterior.
Onde veio o crescimento
A divisão de software, carro-chefe da estratégia recente da empresa, faturou US$ 7,8 bilhões, 8% a mais que no ano passado, superando a própria previsão da companhia. Dentro dela, o destaque foi Hybrid Cloud e Red Hat (a subsidiária de software de código aberto comprada pela IBM em 2019), com alta de 11%; a área de dados cresceu 19% e processamento de transações, 9%. Na contramão, a divisão de automação caiu 3%.
O lucro líquido somou US$ 2,2 bilhões pelo critério contábil tradicional (GAAP), 26% a mais que um ano atrás; pelo critério ajustado, usado pela empresa para comparação com o mercado, o lucro foi de US$ 2,8 bilhões, alta de 12%.
O que muda na meta anual
A IBM manteve a previsão de crescimento de receita total em 4% a 5% para 2026, mas revisou a meta específica da divisão de software: antes projetada entre 6% e 8%, agora é de 7% a 8%. A empresa também elevou a expectativa de geração de caixa livre para mais de US$ 1 bilhão acima do registrado em 2025.
"Execução disciplinada" foi o resumo do CEO Arvind Krishna para o resultado. Para o mercado, o número que vai pesar mais nos próximos dias é a reação da ação no pregão — algo que o resultado trimestral, por si só, ainda não responde.