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Gadgets13 de ago. de 2026, 16:55

iFixit dá nota 4/10 ao Galaxy Z Fold 8: dobradiça teme poeira de bolso

Teardown da iFixit deu nota provisória de reparabilidade 4 em 10 ao Galaxy Z Fold 8 (US$ 1.900), apontando que a dobradiça, mesmo com certificação IP48, continua vulnerável a poeira fina e cotão de bolso.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A dobradiça que a Samsung ainda não resolveu

A iFixit terminou o teardown do Galaxy Z Fold 8 e deu um veredito nada gentil: nota provisória de 4 em 10 na escala de reparabilidade. Para um aparelho de US$ 1.900, é o tipo de número que dói mais que o preço. E o vilão, mais uma vez, é a dobradiça.

Na prática, o problema não é falta de atenção da Samsung com esse mecanismo — é quase o oposto: mesmo depois de gerações tentando refinar a peça, ela segue sendo o elo mais frágil do fold. O Z Fold 8 tem classificação de resistência IP48, o que soa bem no papel, mas esconde uma pegadinha: o "4" da certificação significa que o aparelho não é protegido contra partículas menores que 1 mm. Ou seja, poeira fina, areia e o famoso cotão que se acumula no fundo do bolso têm via livre para entrar no mecanismo de dobra.

Rangido, cascalho e a experiência real de usar

É aqui que a especificação vira experiência de uso. Segundo o relato da iFixit, depois de abrir e fechar o Fold 8 repetidamente, "a dobradiça começou a fazer barulhos horríveis de rangido e trituração, e o telefone parou de abrir normalmente". Não é um detalhe técnico perdido em uma tabela: é o som de US$ 1.900 empacando na sua mão.

Some a isso o fato de que a Samsung, historicamente, trata a dobradiça e a tela interna como um conjunto único de substituição — segundo a análise, danos em qualquer um dos dois componentes podem exigir desmontar quase todo o aparelho para trocar o bloco inteiro.

Nem tudo é notícia ruim: a iFixit elogiou os parafusos Phillips/JIS padrão (nada de estrelas proprietárias escondidas), a porta USB-C modular sem solda, e um aumento de 8,8% na capacidade da bateria em relação ao Z Fold 7, com sistema de remoção por pull-tabs. São avanços reais, mas que não compensam o ponto central: o coração mecânico do fold segue exposto ao inimigo mais banal que existe, a sujeira do bolso da calça.

Vale o preço no Brasil?

Fazendo as contas: um smartphone de quase US$ 1.900 com nota 4 de 10 em reparabilidade e uma dobradiça que passa a ranger depois de algumas dobras é uma equação difícil de justificar, ainda mais em um mercado como o brasileiro, onde assistência técnica de fold já é cara e demorada por natureza. Se a ideia é usar o aparelho por anos, sem paranoia com bolso e mochila, talvez valha esperar a Samsung resolver de vez esse capítulo antes de colocar o cartão na mesa.

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