
iMac M6: The Verge diz que é bom computador, mas pede redesign urgente
Review do The Verge elogia o desempenho do novo chip M6 no iMac, mas cobra uma atualização visual que não vem desde 2021. Vale o preço no Brasil?
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O que o The Verge testou
O título do review já entrega o veredito: o novo iMac é um bom computador de mesa que precisa de um redesign. A The Verge colocou o iMac com chip M6 na mesa e concluiu o que boa parte da imprensa especializada também notou nesta semana: por dentro, Apple acertou; por fora, começou a ficar datada.
Ficha técnica: o que mudou desde o M4
Segundo apuração cruzada com o review da Engadget (nota 8,5/10, assinado por Steve Dent), o salto do M6 para o CPU gira em torno de 20%, enquanto a GPU melhora mais de 100% em relação ao M4. A banda de memória subiu de 120GB/s para 170GB/s, e o iMac passou a trazer Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, substituindo o Wi-Fi 6E e o Bluetooth 5.3 da geração anterior.
A configuração testada vem com CPU de 12 núcleos, GPU de 12 núcleos e neural engine dupla de 16 núcleos. Nos EUA, o modelo de entrada parte de US$ 1.499 — US$ 200 mais caro que a geração anterior —, enquanto a configuração recomendada, com 24GB de RAM, chega a US$ 1.899. A tela continua sendo a mesma de 24 polegadas e resolução 4.5K, com 500 nits de brilho, disponível em sete cores e com opção de revestimento nano-texturizado por US$ 200 extras.
O design que não muda desde 2021
Aqui está o ponto central da crítica: o chassi do iMac segue praticamente idêntico ao que a Apple lançou com o M1, em 2021. Para a The Verge, o problema não é a potência — é a sensação de estar comprando, ano após ano, a mesma caixa com um motor mais rápido dentro. A Engadget reforça o argumento ao apontar que a tela de 24 polegadas já parece pequena para trabalho criativo e que o design estagnado reduz a proposta de valor do produto diante do aumento de preço.
Vale o preço no Brasil?
Nos EUA, a conta já aperta: a Engadget chega a recomendar um Mac mini M6 (US$ 1.099) emparelhado com um monitor maior como alternativa mais inteligente, com mais tela e flexibilidade pelo mesmo investimento ou menos. No Brasil, onde o iMac historicamente chega com tributação que infla o preço final em dezenas de por cento sobre o valor americano, a equação fica ainda mais desafiadora. O M6 entrega desempenho real e seria perfeito para quem já está satisfeito com o design — mas para quem espera uma Apple mais arrojada visualmente, a resposta do The Verge é clara: o chip evoluiu, o resto ficou parado no tempo.