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Gadgets27 de out. de 2026, 17:37

Instax Mini Evo 2: Fujifilm aposta em tela touch e vídeo na sucessora

A japonesa Fujifilm apresentou a Instax Mini Evo 2, câmera instantânea híbrida que ganha touchscreen de 4,5 polegadas e gravação de vídeo curto. Chega ao mercado no fim de novembro de 2026 por US$ 289,95.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Uma tela que muda a forma de usar a câmera

Testar uma Instax na cabeça sempre foi um exercício de fé: você aponta, aperta o botão e só descobre o resultado quando o papel sai da fenda. A Fujifilm — fabricante japonesa de câmeras com décadas de bagagem em fotografia instantânea — decidiu atacar exatamente esse ponto na Instax Mini Evo 2, sucessora da Mini Evo original. A novidade mais sentida no dia a dia é a tela touchscreen de 4,5 polegadas com resolução de 1,23 milhão de pontos, que substitui os botões traseiros do modelo anterior (que tinha uma tela de apenas 3 polegadas e 460 mil pontos). Na prática, isso significa dedo deslizando entre os 10 efeitos de lente e 10 efeitos de filme — 100 combinações possíveis — em vez de girar aneis físicos no escuro tentando adivinhar o resultado.

Vídeo é novidade, mas com ressalvas

Foto: reprodução/notebookcheck.net

Pela primeira vez numa Instax Evo, a câmera grava vídeo. O recurso, batizado de "Immersive Movie", captura os quatro segundos anteriores ao clique da foto — uma espécie de prévia em movimento do instante fotografado. Na teoria é um charme; na prática, o resultado é modesto: resolução de 992 x 560 pixels a 24 quadros por segundo, sem áudio. E tem pegadinha: a memória interna da câmera guarda até 45 fotos, mas não armazena vídeo — é preciso comprar um cartão microSD à parte para usar esse recurso. Vale o esforço? Para quem já era fã da Mini Evo e queria só um registro extra de movimento, sim. Para quem espera uma câmera de vídeo de verdade, não é o produto.

O que mudou debaixo do capô

A Fujifilm trocou o sensor da geração anterior (1/5 de polegada) por um CMOS de 16 megapixels em formato 1/2.77 polegadas, mais do que o dobro de resolução. A lente também cresceu em abertura angular: 21mm f/2.0, contra os 28mm do modelo original, o que deixa mais cena dentro do quadro — a Fujifilm chama isso de modo Expanded View. A impressão continua no padrão Instax Mini, em papel de 2 x 3 polegadas, com resolução de 600 dpi e dois modos de cor, Rich e Natural.

Vale o preço no Brasil?

Nos Estados Unidos, a Instax Mini Evo 2 chega ao mercado no fim de novembro de 2026 por US$ 289,95 — cerca de US$ 50 mais cara que a Mini Evo original, hoje vendida a US$ 235 nos EUA. A Fujifilm ainda não confirmou data nem preço oficial para o Brasil. Convertendo e somando os impostos de importação que historicamente encarecem produtos Fujifilm aqui, é razoável esperar um valor bem acima dos R$ 2.000 quando (e se) a câmera chegar oficialmente ao país. Para quem já ama o ritual Instax e usa bastante a função híbrida de imprimir fotos do celular, a tela touch e o sensor maior justificam a troca. Para quem busca só uma Polaroid de bolso simples, a Mini Evo original — mais barata — ainda cumpre o recado.

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