
Intel prepara bLLC para brigar com 3D V-Cache da AMD em notebooks
A Intel planeja levar a tecnologia bLLC aos Razor Lake mobile, geração prevista para o fim de 2027, como resposta aos Ryzen HX3D da AMD — mas o Nova Lake-HX, que chega antes, ficará de fora dessa festa.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O flanco fraco da Intel no notebook gamer
Enquanto a AMD colheu os louros dos Ryzen HX3D em laptops de alto desempenho, a Intel ficava assistindo de fora. Isso está prestes a mudar: segundo apuração do Canaltech, a fabricante prepara a tecnologia bLLC (Big Last Level Cache) para chegar aos processadores Razor Lake, geração mobile prevista para o final de 2027, com foco justamente nas versões HX de alto desempenho — o mesmo segmento em que a AMD goleia com os Ryzen 3D.
O que a AMD já provou funcionar
Foto: reprodução/canaltech.com.br
Não é força de expressão dizer que a AMD abriu vantagem. O 3D V-Cache empilha camadas adicionais de memória cache verticalmente sobre o chip principal, conectadas por vias que entregam até 2 TB/s de largura de banda. O resultado prático apareceu já em 2023, com o Ryzen 9 7945HX3D: 128 MB de cache L3, 16 núcleos Zen 4, 32 threads e boost de 5,4 GHz — um salto de desempenho em jogos que a Intel simplesmente não tinha como responder à altura.
A resposta da Intel vem em camadas — e com atraso
A bLLC vai estrear primeiro no desktop, com o Nova Lake, ainda em 2026. É lá que a tecnologia deve mostrar seu potencial máximo: uma única pastilha (tile) do Nova Lake-S comportaria até 144 MB de bLLC. O detalhe incômodo é que o Nova Lake-HX, versão mobile da mesma geração, ficará de fora dessa festa, dependendo apenas do cache L3 nativo.
Foto: reprodução/wccftech.com
Só com o Razor Lake, já no final de 2027, a Intel deve finalmente trazer a tecnologia para os laptops, prometendo IPC superior ao Nova Lake e gráficos integrados Xe3. A fabricação ficaria a cargo da TSMC, em processos N2X ou N2P — ainda há divergência entre fontes sobre qual dos dois será usado. Mais adiante, a geração Titan Lake promete mudanças ainda mais radicais, abandonando os núcleos híbridos e integrando gráficos da NVIDIA.
Vale esperar até 2027?
Aqui mora o problema para quem joga em notebook hoje: a Intel só deve alcançar a AMD nesse quesito específico daqui a mais de um ano, já que o Razor Lake mobile é esperado apenas para o final de 2027. Enquanto isso, a AMD não fica parada — a expectativa do mercado é de que a marca amplie a gama de modelos com X3D para notebooks.
Para o consumidor brasileiro, a conta preocupa: notebooks com HX3D já chegam ao Brasil com preço salgado, e a resposta da Intel via bLLC deve estrear justamente num processo de ponta da TSMC, historicamente associado a custo de produção mais alto. Até lá, quem quiser cache extra empilhado para jogar em mobilidade continua tendo só uma opção no mercado — e ela é verde.