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GadgetsMercado15 de out. de 2026, 10:08

Intel sobe preço dos chips Panther Lake em até 20%, e notebook vai sentir

A Intel reajustou para cima o preço de processadores Panther Lake de ponta, e o movimento se espalha por AMD e Qualcomm. A conta final, claro, cai no notebook que você for comprar.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Toda especificação de processador vem com um número de TOPS, núcleos ou nanômetros — mas a especificação que realmente importa para quem vai comprar notebook em 2026 é outra: quanto isso custa agora, e quanto vai custar quando chegar à loja. E a resposta da Intel não é das mais simpáticas.

O que mudou, e por quê

Segundo o Commercial Times de Taiwan, a Intel aplicou reajustes de preço a partir de 1º de setembro, com destaque para a linha Panther Lake — nome em código da atual geração de processadores Intel para notebooks, sucessora da Lunar Lake e da família Core Ultra, feita para unir desempenho de CPU com uma GPU integrada mais robusta. Os modelos com GPU de ponta, caso dos chips com iGPU Arc B390 e Arc B370 (identificados como Core Ultra 300X), tiveram alta de 15% a 20%. Já Meteor Lake, Arrow Lake, Alder Lake e Twin Lake subiram entre 5% e 20%.

O motivo declarado é estrutural: essas peças combinam tiles de GPU fabricados pela TSMC em processo N3E — cujo wafer custa algo em torno de US$ 20 mil — com tiles de CPU produzidos no processo próprio 18A da Intel, montados depois em empacotamento avançado. Cada etapa dessas carrega custo, e a Intel não é a única repassando a conta: a AMD estuda elevar preços de Ryzen e EPYC em cerca de 10%, e a Qualcomm já aplicou alta de 10% no Snapdragon X em outubro.

Da planilha para o notebook

Aqui vale lembrar: reajuste de preço de lista não é reajuste de preço de varejo. Fabricantes de notebook negociam volume e contrato à parte, então a dor de 20% no chip não bate 1 para 1 no preço final da loja. Mas ela empurra decisões de configuração — menos RAM de fábrica, SSD mais modesto, GPU integrada mais fraca — e, com o mercado de componentes já mais caro desde janeiro, qualquer novo aumento tende a aparecer na etiqueta.

Vale o preço no Brasil?

O exemplo citado de um notebook como o ASUS Zenbook S14 com Panther Lake, hoje na faixa de R$ 16 mil, ilustra bem o estrago: com o reajuste, a estimativa é de que ele encoste nos R$ 19 mil. Para quem já reclama do dólar puxando o preço de notebook no Brasil, essa é mais uma rodada de má notícia vindo direto da origem — antes mesmo de imposto, frete e margem da loja entrarem na conta.

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