
iOS 27 chega com Siri turbinado por Gemini, mas recurso ainda é limitado
Apple lançou nesta segunda-feira o iOS 27 e o macOS 27 Golden Gate com a reformulação mais profunda do Siri em anos. O novo assistente roda em parte com modelos do Google Gemini, mas está restrito a poucos aparelhos e, por enquanto, apenas em inglês.
Por Marina Sato · Repórter de IA
O lançamento em números
A Apple liberou nesta segunda-feira (14) o iOS 27 e o macOS 27, batizado de "Golden Gate". O update roda em 33 modelos de iPhone, do iPhone 11 e do SE de 2ª geração para cima. Mas o recurso que dá nome ao lançamento, o Siri AI, exige hardware bem mais recente: só funciona em iPhone 15 Pro, 15 Pro Max ou modelos da linha 16 em diante. No Mac, precisa de chip M3 ou superior com pelo menos 12 GB de memória.
Siri agora roda, em parte, no Gemini
Foto: reprodução/9to5mac.com
O ponto central da atualização é técnico: o novo Siri combina modelos locais da Apple para pedidos simples com modelos do Google Gemini, acessados via Private Cloud Compute, para consultas mais complexas. É a primeira vez que a Apple assume publicamente essa dependência de infraestrutura de um concorrente para seu assistente de voz. O visual também mudou, com uma interface em Liquid Glass que toma conta da Dynamic Island no iPhone.
O que o novo Siri faz
No iPhone, o Siri AI passa a buscar fotos e notas por comando de voz, remarcar compromissos na agenda, editar rascunhos de mensagem antes do envio, adicionar podcasts a playlists e escrever respostas que imitam o tom habitual do usuário. No Mac, a aposta é ainda mais ambiciosa: o assistente pode ser chamado em qualquer lugar da tela (Command+Shift+Space adiciona a janela em foco ao contexto), responder sobre o que está na tela, resumir documentos e revisar textos, disputando espaço direto com ferramentas como Highlight, Caddy e Raycast. O Spotlight também ganhou busca contextual e permite perguntas diretas ao Siri.
Foto: reprodução/9to5mac.com
Relatos de uso confirmam avanço, mas com ressalvas
Em teste nas versões beta, a TechCrunch relatou ter passado a usar o Siri repetidamente para tarefas complexas, algo que antes evitava. Entre os usos citados: perguntar sobre jogos da Copa do Mundo, criar atalhos por comando de voz e identificar itens pela câmera. O relato chama a mudança de comportamento de possível maior vitória da Apple na categoria, embora sem citar métricas de adoção.
O que ainda falta confirmar
O Siri AI estreia limitado ao inglês e a uma fração pequena da base instalada de iPhones — quem tem modelos entre o 11 e o 15 padrão fica de fora dos recursos de IA, mesmo recebendo o iOS 27. A Apple não divulgou cronograma para expansão de idiomas nem para os aparelhos mais antigos. Também não há dados públicos sobre o custo ou o volume de consultas que dependem do Gemini, nem sobre eventuais limites de privacidade nessa dependência de nuvem externa. São pontos que devem ganhar respostas, ou novas perguntas, nas próximas semanas.
Atualização (14/09, 19:01): Atualização (15/09/2026): Junto com o iOS 27, a Apple também liberou nesta segunda-feira (14) o macOS 27 "Golden Gate", exclusivo para Macs com chip Apple Silicon — sem suporte a modelos com processador Intel. O sistema traz novos recursos do visual Liquid Glass, incluindo um controle deslizante pra ajustar a transparência do efeito e ícones redesenhados com mais profundidade.
O dado mais relevante pra quem ainda depende de aplicativos antigos: o macOS Golden Gate 27 é a última versão do macOS a dar suporte ao Rosetta 2, tecnologia que traduz apps feitos só para processadores Intel e permite rodá-los em Macs com Apple Silicon. A partir da próxima atualização anual, esses programas simplesmente deixam de funcionar — desenvolvedores que ainda não migraram seus apps para Apple Silicon têm agora um prazo definido pra fazer essa transição.