
iPad mini 2026 ganha tela OLED e vira o melhor tablet compacto, mas caro
A nova geração do iPad mini finalmente troca o LCD por tela OLED e chip A20 Pro, mas o preço subiu US$ 200 em relação ao modelo anterior. Vale o upgrade — e o preço no Brasil?
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A espera valeu a pena — no desempenho, pelo menos
Depois de anos pedindo uma tela melhor para o tablet compacto da Apple, os usuários finalmente foram atendidos. O novo iPad mini estreia painel Super Retina XDR OLED de 8,5 polegadas, substituindo o LCD de 8,3 polegadas da geração anterior. Na prática, isso significa pretos mais profundos, brilho de 600 nits no uso geral e picos de 1.200 nits em conteúdo HDR — recurso que o modelo com chip A17 Pro simplesmente não tinha.
Em review publicado pela The Verge, o jornalista David Pierce deu nota 8 de 10 ao tablet e o classificou como o melhor iPad mini já feito. Mas fez uma ressalva que pesa no bolso: o preço de US$ 699 para a versão Wi-Fi "parece pelo menos US$ 100 caro demais", já que o iPad Air com chip M4 custa apenas US$ 50 mais caro e entrega uma tela maior.
O que muda da geração anterior
O salto técnico é real. O novo chip A20 Pro, fabricado em processo de 2nm, promete até 60% mais desempenho multithread, 2,7 vezes mais potência gráfica e 4,5 vezes mais capacidade de inteligência artificial que o A17 Pro. A memória RAM subiu de 8GB para 12GB, o peso caiu de 293g para 255g e o aparelho ganhou certificação IP67 contra água e poeira — algo inédito na linha mini. A conectividade também evoluiu, com Wi-Fi 7 substituindo o Wi-Fi 6E.
Há, porém, uma pegadinha: as versões de 128GB e 256GB vêm com CPU de 5 núcleos, um a menos que os 6 núcleos do modelo anterior. A bateria continua entregando as mesmas 10 horas de uso anunciadas pela Apple.
Vale o preço no Brasil?
Com o dólar na faixa de R$ 5,30, os US$ 699 cobrados nos EUA equivalem a cerca de R$ 3.700 só na conversão direta — sem impostos de importação, que no Brasil costumam dobrar o valor final de um iPad trazido de fora. Para quem já tinha um iPad mini com A17 Pro, a dúvida é legítima: o upgrade de tela e chip é notável, mas o salto de preço de US$ 200 sobre o lançamento do modelo anterior torna a equação menos óbvia. Quem busca portabilidade extrema e não liga para HDR provavelmente ainda vai se virar bem com a geração passada; quem quer o estado da arte em tablet pequeno, por outro lado, finalmente tem um motivo de peso para atualizar.
Atualização (05/11, 13:00): A Ars Technica testou o novo iPad mini e aprovou os upgrades de tela e desempenho, mas apontou que o preço mais alto deixa o tablet compacto cada vez mais difícil de justificar diante do iPad Air.