
iPhone 13 lidera ranking de celulares mais consertados no Brasil em 2026
Levantamento do Grupo PLL mostra que o iPhone 13 respondeu por 5% dos atendimentos de reparo da empresa entre janeiro e agosto, superando o Galaxy S23 Ultra 5G e outros sete modelos da Apple na lista dos 15 celulares mais consertados do país.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
5% dos reparos, um só modelo
Cinco por cento. Essa é a fatia de todos os atendimentos de reparo feitos pelo Grupo PLL — maior BPO (terceirização de processos) de serviços para o setor mobile da América Latina, responsável por redes de assistência técnica, inclusive autorizada da Motorola — entre janeiro e agosto de 2026 que tiveram como protagonista um único aparelho: o iPhone 13. O levantamento, que mapeou serviços relacionados a 618 modelos de smartphone diferentes, coloca o lançamento de 2021 como o celular mais consertado no Brasil neste ano, na frente de concorrentes mais recentes e de irmãos mais novos da própria Apple.
O Grupo PLL é quem está do outro lado do balcão quando o aparelho quebra, e por isso seu raio-x de atendimentos funciona como termômetro de uso real, não de vendas.
Quem sobe e quem desce no ranking
Atrás do iPhone 13 aparece o Galaxy S23 Ultra 5G, da Samsung, com 4% dos atendimentos — o único não-Apple a furar o pódio. Na sequência, com 3%, vem o iPhone 15, seguido por um pelotão empatado em 2%: iPhone 11, iPhone 14, iPhone 15 Pro Max, Moto G35 5G, iPhone 16, iPhone 12, iPhone 16 Pro Max e Moto G84. Fecham a lista de 15 posições, com 1% cada, o Motorola Edge 50 Pro, o iPhone 14 Pro Max, o Galaxy S24 Ultra e o Motorola Edge 50 Fusion.
No placar por fabricante, quem ganha é a Apple: oito dos 15 modelos são iPhones, do 11 ao 16 Pro Max, cobrindo cinco gerações. A Motorola aparece com quatro aparelhos, reflexo de sua força nas faixas de entrada e intermediária, e a Samsung fecha com dois representantes, ambos modelos Ultra, topo de linha.
Quem perde é a tese de que só o aparelho mais vendido quebra mais: o iPhone 13 não é o lançamento mais recente da Apple nem necessariamente o mais popular agora, mas acumula tempo de mercado suficiente para liderar o volume de defeitos reportados.
O que o número não mostra
O próprio Grupo PLL faz a ressalva que o leitor apressado tende a ignorar: a participação de cada modelo reflete a fatia de atendimentos da empresa, não a taxa de defeito de todos os aparelhos vendidos no país. Um iPhone 13 pode aparecer mais porque há mais unidades em uso, porque chegou à idade em que bateria e componentes dão sinais de desgaste, ou porque é um modelo mais procurado para reparo por ter peças acessíveis.
Ainda assim, o dado interessa a quem vende, presta assistência técnica e revende seminovos: mostra onde está concentrada a demanda por conserto agora, com peso direto no estoque de peças pelo país nos próximos meses.