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Gadgets10 de set. de 2026, 21:29

iPhone 18 Pro: abertura variável rouba a cena, mas o software é o herói

A Apple aposta na primeira abertura mecânica variável de um iPhone como carro-chefe de marketing, mas o avanço mais relevante do iPhone 18 Pro está no novo pipeline computacional que roda por trás das lentes.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A lente que virou peça de engenharia

O iPhone 18 Pro e o Pro Max chegam com a primeira abertura variável de um iPhone: um conjunto de seis lâminas cortadas a laser, mais finas que um fio de cabelo, que se movem fisicamente dentro do módulo principal de 48MP. São quatro posições — f/1.48, f/1.8, f/2.8 e f/4 — que vão de retratos com desfoque óptico genuíno até fotos de grupo com mais gente em foco, passando por cenas escuras que agora captam cerca de 50% mais luz. Dá para deixar no automático ou assumir o controle manual direto no app Câmera, com histograma na tela para acompanhar a exposição.

É a peça que a Apple mais explorou nos anúncios. Mas, tecnicamente, não é a mais interessante do pacote.

Foto: reprodução/theapplepost.com

O que realmente evoluiu

O que sustenta essa abertura é um novo pipeline de imagem computacional, processado pelo A20 Pro — chip de 2 nanômetros com Neural Engine de 32 núcleos, o dobro da capacidade de IA do A19 Pro, chip da geração anterior. É esse processamento que costura HDR, fusão de imagem, redução de ruído, estimativa de profundidade e efeitos de retrato em tempo real, aproveitando o fato de que agora a luz chega diferente ao sensor antes mesmo do software entrar em ação — não depois, como nas simulações puramente digitais de bokeh de gerações passadas.

Outro destaque pouco badalado é o rastreamento persistente de sujeito, capaz de manter o foco em uma pessoa mesmo que ela suma momentaneamente atrás de outra em uma multidão, tanto em fotos quanto em vídeo. Há ainda um modo que grava dados de sensor assinados digitalmente, processados via Private Cloud Compute, criando uma espécie de "imagem de referência" inalterável — um jeito de provar que uma foto não foi editada depois. Nos vídeos, efeitos cinemáticos agora podem ser aplicados depois da gravação em clipes de até 60 fps, e os Estilos Fotográficos ganharam controles de textura e granulado.

Vale o preço no Brasil?

Na comparação direta com o iPhone 17 Pro, a diferença não está só na lente que abre e fecha — está no que a Apple consegue fazer com os dados que ela captura. É uma evolução real, mas também mais uma camada de justificativa para o preço de importação e da versão nacional, historicamente salgado por aqui. Para quem fotografa por hobby, o ganho prático tende a aparecer mais em baixa luz e retratos; para o resto, é sofisticação que custa caro para ser sentida no dia a dia.


Atualização (10/09, 15:46): Atualização: a abertura variável do iPhone 18 Pro não é uma novidade absoluta no mercado mobile — a Samsung já havia experimentado o conceito quase uma década antes. O Galaxy S9, lançado em 2018, trouxe abertura dupla mecânica com apenas duas opções, f/1.5 e f/2.4, recurso que seguiu presente no Galaxy S10 e no Note 10. A partir do Galaxy S20, em 2020, a Samsung abandonou a tecnologia, priorizando sensores maiores e processamento computacional para controlar a entrada de luz.

O mecanismo da Apple, porém, vai além do que a Samsung ofereceu na época: em vez de alternar entre dois valores fixos, o iPhone 18 Pro usa seis lâminas ultrafinas controladas por um sistema de rotor para transitar entre quatro estágios de abertura — f/1.48, f/1.8, f/2.8 e f/4.0 —, com seleção automática ou manual pelos controles Pro. É um nível de controle mais granular do que o oferecido pela Samsung no Galaxy S9/S10.

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