
iPhone 18 Pro pode ficar até US$ 300 mais caro, apontam analistas
Vazamento de analistas de mercado indica que o iPhone 18 Pro pode custar até US$ 300 a mais que o modelo atual, com preço partindo de US$ 1.349 a US$ 1.399. Tim Cook já admitiu que a Apple não consegue mais segurar os aumentos de custo.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Vazamento aponta reajuste significativo
Um novo vazamento sobre o iPhone 18 Pro está deixando consumidores em alerta: segundo analistas de mercado e fontes ligadas à cadeia de suprimentos da Apple, o próximo topo de linha da empresa pode custar até US$ 300 a mais do que o iPhone 17 Pro, que estreou a US$ 1.099. As estimativas apontam um preço de lançamento entre US$ 1.349 e US$ 1.399 para o iPhone 18 Pro.
Nem todas as projeções são tão pessimistas. Mark Gurman, da Bloomberg, trabalha com uma alta mais moderada, entre US$ 100 e US$ 200. Já analistas do JP Morgan avaliam que a Apple pode cortar custos em outras frentes do produto para evitar um reajuste tão agressivo. A firma de pesquisa TechInsights, por sua vez, estima que a empresa precisaria subir o preço em cerca de US$ 270 apenas para manter a margem de lucro atual.
Tim Cook confirma pressão nos custos
O recado mais duro partiu do próprio topo da Apple. Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre, o CEO Tim Cook — que está de saída do cargo — descreveu o cenário como "o que eu chamaria de uma enchente centenária nos preços de memória, com aumentos exponenciais". Em entrevista ao Wall Street Journal, Cook foi ainda mais direto: "Estamos fazendo o possível para mitigar os grandes aumentos que estão sendo repassados a nós, e temos tentado proteger nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável."
O executivo também fez questão de esclarecer que os reajustes não têm relação com tarifas comerciais, e sim com o custo disparado de componentes.
Memória, câmera e chip de 2nm pressionam o preço
Os motivos apontados para a alta giram em torno de três frentes principais. A primeira é o encarecimento de chips de RAM e armazenamento, resultado de uma escassez global agravada pela demanda por servidores de inteligência artificial, que consomem grandes volumes de memória DRAM e NAND. A segunda é a adoção de um novo sistema de câmera com abertura variável, tecnologia mais cara de se produzir. A terceira é o novo chip A20 Pro, fabricado pela TSMC no processo de 2 nanômetros, considerado o mais avançado e caro da indústria até agora.
O que esperar daqui para frente
Ainda não há confirmação oficial da Apple sobre o valor final do iPhone 18 Pro, que deve ser anunciado apenas no evento de lançamento da linha, previsto para o segundo semestre. As estimativas de analistas variam bastante — de um aumento discreto de US$ 100 a um salto de US$ 300 —, mas o consenso do mercado é que o preço vai subir. A fala de Tim Cook reforça que a pressão de custos com memória é real e já impacta diretamente o planejamento de preços da empresa para a nova geração de iPhones.