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Gadgets26 de out. de 2026, 23:08

iPhone 18 Pro traz abertura variável e controles manuais na câmera nativa

A Apple incorporou abertura física variável e ajustes manuais de captura ao app nativo de câmera do iPhone 18 Pro e Pro Max, dispensando apps de terceiros para fotografia avançada. Os aparelhos chegam com chip A20 Pro de 2nm e novo sensor principal de 48 MP.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A câmera do iPhone finalmente fala a língua de quem fotografa de verdade

Durante anos, quem queria abertura variável, foco manual com peaking ou histograma em tempo real no iPhone precisava recorrer a apps de terceiros como Halide ou ProCamera. Com o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, a Apple trouxe isso para dentro do app nativo de Câmera, e a mudança é maior do que parece no papel.

O que muda na prática

Foto: reprodução/macrumors.com

A câmera principal de 48 MP ganhou um mecanismo físico de abertura com quatro estágios: f/1.48, f/1.8, f/2.8 e f/4. Isso é um salto real frente à geração anterior, que operava com abertura fixa em f/1.78. Na prática, abrir para f/1.48 deixa entrar mais luz e produz desfoque de fundo mais pronunciado; fechar para f/4 aumenta a profundidade de campo, útil para cenas com múltiplos planos. O software compensa a exposição automaticamente a cada ajuste, então não é preciso recalcular tudo manualmente.

O app também passou a oferecer foco manual com assistência visual (peaking), predefinições de balanço de branco para luz de tungstênio ou sol direto, histograma em tempo real com canais RGB, estilos de imagem configuráveis com textura e grão, além de seleção de lente e fator de corte direto na interface. Os controles ficam distribuídos entre os modos de captura nativos, e não concentrados numa aba só — uma escolha de design que pode confundir quem está acostumado ao Halide, mas que evita abrir um app separado.

Um detalhe que pesa: o tempo de exposição vai de 1/16.000 até apenas 1 segundo. Isso é uma limitação para quem quer fazer star trails ou light painting, recursos em que alguns concorrentes Android já avançaram mais. Tudo isso roda sobre o novo chip A20 Pro, fabricado em processo de 2nm.

Vale o preço no Brasil?

Aqui é onde a conversa fica interessante. Comparado aos controles manuais mais limitados de gerações passadas do iPhone, o salto é real e a Apple finalmente entrega abertura variável de verdade, algo que a Samsung já havia testado anos atrás e abandonado. Mas o público que vai usar foco peaking, histograma e abertura manual de forma recorrente é um nicho dentro do nicho: fotógrafos e criadores de conteúdo mais técnicos.

Para o consumidor brasileiro, que paga em um iPhone Pro valores que superam facilmente o dobro do praticado nos Estados Unidos por conta de impostos, a pergunta não é se o recurso é bom — é se alguém que não manja de fotografia manual vai sequer abrir esse menu. Se você já fotografa no automático e nunca sentiu falta de ajustar abertura, o upgrade aqui é mais sobre o que a Apple consegue colocar numa ficha técnica do que sobre uma mudança no seu dia a dia.

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