
iPhone 18 Pro: um mês de uso me mostrou que a bateria é o verdadeiro upgrade
Depois de 30 dias com o novo iPhone Pro da Apple no bolso, bateria e câmera foram os destaques — em pelo menos cinco dias o aparelho encarou duas jornadas inteiras sem precisar de tomada.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um mês depois, a bateria é que surpreende
Quando a Apple anuncia "melhorias de eficiência", normalmente penso em números de slide que não mudam a rotina de ninguém. Com o iPhone 18 Pro, mudou. Em um mês de uso como daily driver, registrei pelo menos cinco ocasiões em que o aparelho passou dois dias inteiros fora da tomada — algo que eu não conseguia com o iPhone 17 Pro nem em dias de uso leve.
Nos dias de uso moderado a pesado, com cerca de cinco horas de tela ativa, o consumo ficou em torno de 68% da carga ao final do dia, o que já deixava margem para o segundo dia. Em teste padronizado de vídeo no YouTube, o aparelho chegou a 85% de carga após quatro horas de reprodução — ou seja, apenas 15% de consumo, projetando uma autonomia estimada de 26 horas e 40 minutos a partir de 100%. A própria Apple fala em até 33 horas de reprodução de vídeo em streaming para o 18 Pro, 10% mais que as 30 horas do 17 Pro, e até 24 horas em uso misto (mensagens, fotos, jogos, navegação) — números que, pelo menos na minha rotina, se confirmaram na prática.
Foto: reprodução/canaltech.com.br
Câmera: mudança sutil, resultado consistente
A câmera não é o salto geracional mais óbvio — quem vem do 17 Pro provavelmente vai sentir pouca diferença no dia a dia casual. Mas a abertura variável abriu possibilidades criativas que o modo automático não entregava antes, e o zoom, que vai de 0,25x a 24x, ficou mais fluido nas transições (vale manter o recorte até 8x para preservar nitidez). Exposição e reprodução de cor continuam entre os pontos fortes da Apple, e quem usa manualmente os controles vai notar o refinamento. Na minha régua, isso vale uma nota alta: 4,5 de 5 para a câmera, dentro de uma avaliação geral de 4,16 de 5 para o aparelho como um todo.
Foto: reprodução/9to5mac.com
O que pesa contra
No desempenho bruto, o salto é real: o benchmark AnTuTu mostrou 43% de ganho sobre o 17 Pro, com GPU cerca de 47% mais rápida. Mas a tela segue praticamente idêntica à da geração anterior, e quem espera inovações grandes em vídeo também vai se decepcionar.
Vale o preço no Brasil?
Aqui é que a conta fica mais dura. O 18 Pro de 256 GB sai por R$ 12 mil no site oficial da Apple, com o Pro Max batendo R$ 13 mil — hoje encontrado por cerca de R$ 10,8 mil no varejo. Um preço justo, na minha avaliação, estaria entre R$ 9 mil e R$ 9,5 mil. A bateria que dura dois dias é um argumento forte. Mas será que compensa o salto vindo de um 17 Pro ainda saudável, pagando esse preço em reais?