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Gadgets23 de out. de 2026, 10:04

iPhone Duo 2 pode trocar Touch ID por Face ID sob a tela, diz Gurman

Apple já testa internamente protótipos do iPhone Duo de segunda geração com câmera infravermelha de Face ID escondida sob o painel externo, segundo Mark Gurman. A mudança resolveria a principal queixa do modelo atual, que usa Touch ID no botão lateral.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que muda na segunda geração

Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, em seu podcast Power On, a Apple já tem protótipos do iPhone Duo 2 rodando internamente com Face ID integrado sob a tela externa, via câmera infravermelha escondida no painel — tecnologia parecida com a que a empresa testa para o iPhone 18 Pro. Nada está fechado ainda: o recurso pode não sair a tempo da próxima geração e, nesse caso, ficaria reservado para o iPhone Duo 3.

Touch ID vs. Face ID sob a tela: o que isso significa na prática

No iPhone Duo atual, o desbloqueio depende do Touch ID embutido no botão lateral, a mesma solução do iPad Air e do iPad mini. Funciona, mas exige o gesto consciente de tocar o botão — sem o reconhecimento automático ao erguer o aparelho que o Face ID oferece nos iPhones convencionais. Também há limitação em apps e serviços que esperam Face ID (Apple Pay em determinados contextos, por exemplo, e a sensação geral de "iPhone incompleto" que pesou nas primeiras análises do aparelho).

A justificativa da Apple para não ter colocado Face ID de cara é física: o corpo fino do Duo, somado à dobradiça e à bateria dividida entre as duas metades, não deixava espaço para o sensor de profundidade tradicional usado no FaceID clássico (o conjunto de projetor de pontos, câmera de infravermelho e iluminador). A aposta agora é resolver isso com componentes menores e processamento mais pesado de IA para compensar sensores reduzidos — daí a tentativa de esconder a câmera sob o próprio vidro externo.

Gurman também não descarta que a Apple mantenha o Touch ID como opção alternativa, especialmente quando o aparelho está fechado e só a tela externa está em uso — um cenário em que o reconhecimento facial sob o painel pode ser mais difícil de garantir com a mesma confiabilidade do Face ID "tradicional".

Vale esperar a segunda geração?

Para quem já pensa em folding da Apple, a conta é simples: o modelo atual custa R$ 21.999 no Brasil e entrega a experiência de dobrável mais a limitação do Touch ID. Se a segunda geração vier com Face ID funcionando bem, ela resolve a principal crítica técnica do produto — mas histórico de iPhones mostra que gerações seguintes raramente ficam mais baratas, ainda mais com sensor novo e mais caro de fabricar.

Quem depende de reconhecimento facial no dia a dia (Apple Pay sem tocar em nada, Face ID com máscara, uso com uma mão só) tem motivo real para esperar o lançamento previsto para 2027. Já quem só quer experimentar o formato dobrável agora, sem travar o orçamento num recurso que ainda está em fase de protótipo interno, não perde tanto optando pelo modelo atual — o Touch ID no botão lateral, afinal, já é tecnologia madura e testada em iPads há anos.

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