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Gadgets23 de out. de 2026, 10:14

iPhone Duo em ouro e diamantes: luxo da Caviar chega a quase R$ 500 mil

A Caviar, empresa russa famosa por revestir iPhones em metais nobres, lançou a coleção World Treasures com versões do iPhone Duo dobrável em ouro 18 quilates, platina e diamantes naturais. O modelo mais caro, Dali, sai por US$ 90.290 — cerca de R$ 454 mil.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O dobrável que virou joia

A Caviar — empresa russa conhecida por revestir iPhones em ouro e pedras preciosas para clientes endinheirados — pegou o iPhone Duo, o dobrável mais recente da Apple, e fez o que sabe fazer de melhor: transformou especificação em espetáculo. A coleção se chama World Treasures e tem quatro modelos, cada um inspirado em uma tradição estética diferente: arte chinesa cloisonné, espiritualismo indiano, arquitetura árabe e o surrealismo de Salvador Dalí.

Quanto custa parecer um cofre

O carro-chefe é o modelo Dali, com relevos ondulados em ouro 18 quilates, esmalte lilás de joalheria e o logo da Apple cravejado com 36 diamantes naturais. Preço: US$ 90.290, o equivalente a cerca de R$ 454 mil. Logo atrás vem o Jingtai Blue, com acabamento cloisonné multicolorido, por US$ 80.290 (~R$ 403 mil). Completam a linha o Omkara, com motivos de lótus e também 36 diamantes, e o Qasr Al Noor, em platina 950 com padrões arabescos — ambos a US$ 73.000 (~R$ 367 mil). A produção é artesanal e limitada: sete unidades para Dali, Omkara e Qasr Al Noor, e oito para o Jingtai Blue.

O que muda (e o que não muda) por dentro

Aqui vale o alerta de sempre: por baixo do ouro e dos diamantes, o hardware é o mesmo iPhone Duo que a Apple vende de fábrica, sem alterações de desempenho, câmera ou bateria. O que a Caviar vende não é tecnologia nova — é a carcaça. Cada unidade ainda chega em uma caixa de madeira e couro legítimo, dentro de um estojo externo com fechadura banhado a ouro 24 quilates, reforçando que o produto final é tanto um smartphone quanto um objeto de colecionador.

Vale o preço no Brasil?

Comparando com a geração anterior de edições de luxo da própria Caviar — que já rondava dezenas de milhares de dólares em modelos de iPhone tradicional —, o salto de preço aqui reflete o dobrável em si, que já nasce mais caro que um iPhone convencional, somado ao trabalho manual em metais nobres. Para o consumidor brasileiro, a conta não fecha de nenhuma forma racional: R$ 454 mil compram um apartamento pequeno em qualquer capital, não um telefone, por mais dobrável e cravejado de diamantes que seja. Fora da bolha do colecionismo de luxo, segue sendo o mesmo conselho de sempre: compre o iPhone Duo de fábrica e invista a diferença.

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