
iPhone Duo tem bateria revelada por etiqueta da UE, mas Samsung ganha em durabilidade
Documento europeu confirma 4.883 mAh e 51h30 de autonomia por carga no dobrável da Apple, mas o Galaxy Z Fold 8 é garantido para mais ciclos antes de perder desempenho.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O número que a Apple não queria revelar antes do lançamento
Uma etiqueta energética publicada na União Europeia entregou o que a Apple ainda não tinha confirmado oficialmente: a capacidade de bateria do iPhone Duo, o aguardado dobrável da marca. São 4.883 mAh, divididos em duas células — uma de 2.962 mAh e outra de 1.921 mAh — distribuídas nas duas metades do aparelho para acomodar a dobradiça. A mesma etiqueta estima autonomia de 51 horas e 30 minutos por ciclo de carga, sob um regime de uso padronizado pela regulamentação europeia, e classifica a bateria para mil ciclos antes de cair para 80% da capacidade original.
Na prática, esse número de ciclos é o que determina se a bateria do seu dobrável ainda vai render um dia inteiro de uso dentro de dois ou três anos. Carregando o aparelho todo santo dia, mil ciclos equivalem a cerca de dois anos e meio a três anos de uso intenso antes da autonomia começar a encolher de forma perceptível.
Onde a Samsung ganha
A comparação direta é com o Galaxy Z Fold 8, concorrente mais próximo no segmento dobrável. A Samsung tem bateria menor, de 4.660 mAh, e autonomia um pouco inferior, de 49 horas e 10 minutos por ciclo. Nesses dois quesitos, o iPhone Duo sai na frente.
Mas é nos ciclos de carga que a Samsung reverte o jogo: o Galaxy Z Fold 8 é garantido para 1.200 ciclos, 200 a mais que o dobrável da Apple. Isso significa que, mesmo com uma bateria física menor, o aparelho da Samsung deve manter 80% da capacidade original por mais tempo de uso contínuo — ou seja, envelhece mais devagar.
Vale a pena pra quem vai comprar no Brasil?
O retrato que a etiqueta europeia pinta é de um empate técnico com desempates opostos: a Apple ganha no fôlego por carga, a Samsung ganha na longevidade da bateria ao longo dos anos. Para quem pretende trocar de aparelho a cada dois anos, hábito recorrente entre usuários de iPhone, a diferença de ciclos praticamente não pesa. Já para quem costuma esticar o uso do celular por três anos ou mais — comportamento cada vez mais comum no Brasil, dado o preço de um dobrável em reais — os duzentos ciclos extras da Samsung podem significar meses adicionais de bateria saudável antes de sentir a autonomia murchar. Nenhum dado aqui é motivo para alarme, mas também não é o salto geracional que se esperava do primeiro dobrável da Apple.