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Ciência12 de ago. de 2026, 11:11

ISS sobre Brasília e nebulosa da Hélice: as fotos da semana no espaço

Um fotógrafo brasileiro flagrou a Estação Espacial Internacional a olho nu em Brasília, enquanto o James Webb revelou novos detalhes da Nebulosa da Hélice, a 650 anos-luz da Terra.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Pra escala humana: um campo de futebol cruzando o céu de Brasília

Na noite de 6 de agosto, o fotógrafo Leo Caldas registrou em Brasília a passagem da Estação Espacial Internacional (ISS) — uma estrutura do tamanho de um campo de futebol orbitando a cerca de 400 km de altura — usando apenas uma câmera de sensibilidade elevada, sem telescópio nem equipamento de rastreamento. Os pontos claros que aparecem ao redor da estação na imagem são ruído do sensor da câmera, não estrelas. Hoje a ISS tem uma tripulação de sete pessoas: três americanos, três russos e uma francesa.

O que está confirmado sobre a Nebulosa da Hélice

O James Webb fotografou a Nebulosa da Hélice (NGC 7293), a cerca de 650 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário — uma das nebulosas planetárias mais próximas e brilhantes conhecidas, também apelidada de "Olho de Deus". A nova imagem, com créditos da NASA, ESA, CSA e STScI, destaca nós de gás e poeira com formato de cometa: a coesão desses nós vem da própria gravidade, enquanto os ventos da estrela central vão corroendo as regiões de material menos denso ao redor.

Por que vale acompanhar

As duas imagens, juntas, mostram os dois extremos da observação astronômica: uma foto amadora, feita a olho nu com equipamento simples desde o quintal de casa, e um retrato de um telescópio de última geração a bilhões de quilômetros de distância. Ambas fazem parte do programa semanal "Olhar Espacial", que reúne destaques da observação amadora e profissional do céu.

O que falta responder

Nem a coluna original nem as fontes internacionais sobre a Nebulosa da Hélice trazem, nesta rodada de imagens, uma nova medição de distância — a NASA ainda trabalha com uma faixa entre 650 e 715 anos-luz encontrada em diferentes levantamentos, sem um valor único definitivo. Também não há detalhe técnico sobre o tempo de exposição usado por Leo Caldas para capturar a ISS, informação que ajudaria outros fotógrafos amadores a reproduzir o resultado.

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