tech & talk
MercadoGadgets23 de out. de 2026, 09:34

iX5 elétrico da BMW promete 724 km de autonomia e carga em 22 min

A BMW lança ao mesmo tempo o X5 2027 a combustão e o iX5, sua versão 100% elétrica com bateria de 144 kWh e carregamento de até 460 kW. A marca aposta que consumidor escolhe entre gasolina e eletricidade sem abrir mão do mesmo SUV.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

Compartilhar

São 724 km de autonomia estimada (450 milhas, segundo a BMW) e 460 kW de potência de carregamento: esses são os números que a BMW usa para convencer quem ainda hesita entre gasolina e eletricidade. A fabricante alemã lançou ao mesmo tempo o X5 2027, com motor a combustão, e o iX5, sua nova versão totalmente elétrica — e, pela primeira vez, trata as duas opções como igualmente centrais na estratégia da marca.

Uma bateria do tamanho de um carro pequeno

O iX5 carrega uma bateria de 144 kWh sob o assoalho do compartimento de passageiros, a maior já instalada em um modelo BMW. Em testes relatados pela imprensa especializada, um engenheiro da marca rodou mais de 800 km entre São Francisco e Los Angeles e ainda chegou ao destino com cerca de 80 km de autonomia sobrando — acima, portanto, da própria estimativa oficial de 450 milhas.

Foto: reprodução/engadget.com

A arquitetura elétrica de 800 volts permite que o carregamento rápido em corrente contínua atinja picos de 460 kW em conectores NACS (o padrão popularizado pela Tesla), levando a bateria de 10% a 80% em cerca de 22 minutos — desde que o posto de recarga aguente essa potência, o que ainda é raro nos Estados Unidos. O conjunto de dois motores elétricos entrega 570 cavalos de potência no modelo iX5 60 xDrive.

Combustão não sai de cena

Quem prefere continuar com motor a combustão não fica de fora: a versão X5 2027 mantém opções a gasolina e híbrida plug-in, essa última (X5 50e) com preço inicial de US$ 77.500. Já o iX5 parte de US$ 79.800, uma diferença pequena para o salto tecnológico embutido.

Quem ganha e quem perde

A estratégia de oferecer as duas versões lado a lado reduz o risco comercial da BMW caso a demanda por elétricos desacelere nos EUA, mercado onde incentivos a VEs perderam força recentemente. Para o consumidor, a vantagem é a liberdade de escolha sem trocar de modelo ou perder recursos de cabine — ambas as versões compartilham o mesmo design, incluindo portas com acionamento automático por sensores de movimento. Quem sai perdendo é a concorrência que ainda não consegue equilibrar os dois mundos: cada vez mais fabricantes terão de justificar por que mantêm só uma linha de powertrain quando a líder alemã do segmento premium aposta nas duas ao mesmo tempo.

bmwcarros elétricosix5mercado automotivosuv
Compartilhar