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Mercado26 de set. de 2026, 16:40

Jantar de Trump com Xi reúne cúpula da tecnologia na Casa Branca

Chefes de OpenAI, Tesla, Meta, Nvidia, Google, Apple e Amazon jantaram com Trump e Xi Jinping na Casa Branca, em encontro no qual IA e tarifas de chips dominaram a conversa.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa

Numa mesma noite, na Casa Branca, sentaram-se os chefes de OpenAI, Tesla, Meta, Nvidia, Google, Apple, Amazon, Microsoft, Qualcomm, AMD, JPMorgan e Blackstone. O jantar de Estado oferecido por Donald Trump a Xi Jinping, na noite de 24 de setembro, reuniu o que hoje concentra boa parte do valor de mercado do setor de tecnologia mundial numa única sala.

Quem estava na mesa

Confirmaram presença Elon Musk (Tesla, SpaceX e X), Sam Altman (OpenAI), Mark Zuckerberg (Meta), Jensen Huang, da Nvidia — fabricante de chips que virou símbolo da corrida global por IA —, Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Jeff Bezos (Amazon) e Satya Nadella (Microsoft), além de Cristiano Amon, da Qualcomm, maior fornecedora mundial de chips para celulares, Lisa Su, da AMD, rival da Nvidia em chips avançados, e executivos do setor financeiro, como Jamie Dimon (JPMorgan) e Stephen Schwarzman (Blackstone). Do lado chinês, Xi Jinping veio acompanhado da primeira-dama Peng Liyuan, no encerramento de uma visita oficial de dois dias a Washington.

O que estava em jogo

Antes do jantar, Trump e Xi discutiram tarifas, comércio bilateral e a questão de Taiwan. À mesa, o tom girou em torno de inteligência artificial: Trump declarou que "a superinteligência artificial será um grande tema de discussão" e que "quem vencer a SI, vence" a disputa tecnológica global. Xi respondeu afirmando que a China tem "capacidade e responsabilidade" de desenvolver IA mantendo-a "sempre sob controle humano".

Quem ganha com a proximidade

Para as empresas americanas à mesa, o encontro é acesso direto a decisões sobre tarifas de chips e regras de exportação para a China — tema que afeta diretamente a receita de Nvidia e AMD no mercado chinês. Para o governo chinês, sentar-se com os principais nomes da tecnologia dos EUA sinaliza disposição de negociar, num momento em que a corrida por semicondutores e infraestrutura de IA já é tratada como questão de segurança nacional dos dois lados.

O que fica em aberto

Nem Casa Branca nem os executivos deram detalhes sobre acordos concretos fechados no evento. O jantar foi simbólico — mas em um setor movido a bilhões em investimento e regras de exportação de chips, esse tipo de proximidade tende a se traduzir em decisões nas próximas semanas.

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