
Juiz proíbe rival do X de usar nome 'Twitter', mas libera 'Tweet' e logo do pássaro
A Justiça de Delaware barrou a startup Operation Bluebird de usar a marca Twitter, mas decidiu que a X Corp., de Elon Musk, provavelmente abandonou o nome 'Tweet' e o logo do pássaro. A empresa já renomeou seu app de Twitter.now para Tweet.app.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
O juiz federal Colm F. Connolly, do tribunal de Delaware, decidiu nesta semana uma disputa de marcas entre a X Corp., empresa de Elon Musk, e a startup Operation Bluebird. Connolly concedeu à X Corp. uma liminar que impede a Operation Bluebird de usar o nome "Twitter", mas negou o pedido da empresa de Musk quanto à palavra "Tweet" e ao logo do pássaro azul, símbolo histórico da antiga rede social.
O quê, quem e quando
A Operation Bluebird é a startup por trás do relançamento de uma rede social nos moldes do antigo Twitter, plataforma que Musk comprou em 2022 e renomeou para X. A empresa lançou seu serviço em 26 de agosto de 2026 sob o nome Twitter.now, alegando que a X Corp. havia abandonado a marca Twitter ao trocar de nome. A X Corp. processou a startup em Delaware pedindo liminar para bloquear o uso de oito marcas ligadas ao antigo Twitter.
Na decisão desta semana, Connolly deu razão à X Corp. na marca central "Twitter", mas entendeu que a empresa de Musk provavelmente descontinuou o uso de boa-fé da marca "Tweet" e do logo do pássaro, sem intenção de retomá-los. Horas depois da decisão, a Operation Bluebird trocou o nome do serviço de Twitter.now para Tweet.app, aproveitando a brecha aberta pelo juiz. Segundo Stephen Coates, presidente e diretor jurídico da Operation Bluebird, a empresa vai "dar boas-vindas à marca Tweet e, aos poucos, a todos os pássaros".
Os próximos passos
A decisão é preliminar — ainda cabe julgamento de mérito no processo movido pela X Corp. contra a Operation Bluebird. Por ora, a startup não pode operar com o nome Twitter nem usar essa marca em domínio ou material de divulgação, mas segue livre para usar "Tweet" e o logo do pássaro enquanto o caso avança na Justiça americana.
A disputa expõe uma aposta de Musk que pode se voltar contra ele: ao abandonar publicamente as marcas Twitter, Tweet e o pássaro na reformulação para X, a X Corp. teria, na avaliação do juiz, aberto espaço legal para que terceiros reivindicassem parte desse patrimônio de marca. O caso segue sendo acompanhado como referência para outras disputas de rebranding no setor de tecnologia.