
Kia Stonic atrasa e só chega ao Brasil no 1º semestre de 2027
O Kia Stonic renovado, que era esperado para o segundo semestre de 2026, teve a estreia brasileira adiada para o primeiro semestre de 2027. Concessionárias apontam reorganização de prioridades da marca como causa do adiamento.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
Primeiro semestre de 2027: nova data para o Stonic renovado
A Kia, montadora sul-coreana, remarcou o calendário brasileiro do novo Stonic. Segundo concessionárias da marca, o SUV compacto reestilizado — antes previsto para o segundo semestre de 2026 — só deve chegar às lojas no primeiro semestre de 2027. A informação foi confirmada de forma independente por veículos como Auto+ TV e SpaceMoney, que também apontam o adiamento de cerca de um ano em relação ao plano original.
Por que o atraso
Foto: reprodução/automaistv.com.br
O motivo não é técnico, mas de prioridade comercial: a Kia decidiu concentrar esforços de lançamento em outros dois modelos considerados mais estratégicos para o volume de vendas no Brasil — o SUV Sorento renovado e a inédita picape Tasman. Com a agenda de homologação e importação disputada internamente, o Stonic ficou para depois na fila.
O que muda no carro
Mecanicamente, a expectativa é que o Stonic mantenha a configuração já usada em outros mercados: motor 1.0 turbo de três cilindros (TGDI) associado a um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 volts, capaz de desligar o motor a combustão em velocidade de cruzeiro para reduzir consumo e emissões. No visual, o SUV ganha linguagem de design inspirada no elétrico EV5, com frente e traseira redesenhadas, faróis de LED integrados à grade e rodas de liga de 16 ou 17 polegadas. No interior, destaque para as duas telas digitais de 12,3 polegadas, comandos touch e carregador sem fio para celular.
Uma unidade de pré-série, usada no processo de homologação, já foi flagrada em uma concessionária de São Paulo — vendida como seminova por R$ 150 mil, valor que não reflete o preço final de lançamento.
Quem ganha e quem perde com o adiamento
O adiamento é um respiro para rivais que já disputam o segmento de SUVs compactos híbridos no Brasil, caso de Volkswagen T-Cross, Nissan Kicks e Chevrolet Tracker, que ganham mais alguns meses de sobrevida sem a pressão de um concorrente coreano com tecnologia híbrida leve e preço competitivo. Para a Kia, o risco é ceder espaço justamente na faixa de entrada do público SUV, mais sensível a preço, enquanto a marca aposta suas fichas em modelos de ticket médio mais alto, como Sorento e Tasman. Para o consumidor, o efeito prático é simples: quem esperava o Stonic eletrificado ainda em 2026 terá que esperar ao menos mais um ano.