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Mercado27 de ago. de 2026, 19:21

Kwid 2027 sai por R$ 71 mil e volta a ser o carro mais barato do Brasil

A Renault usou o Festival Interlagos para lançar o Kwid 2027 com preços de lançamento até R$ 11,7 mil abaixo da tabela cheia, recuperando o posto de hatch mais barato do país. Concorrentes como o Fiat Mobi ficam pressionados na entrada do mercado.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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A Renault trouxe o Kwid 2027 para o Festival Interlagos, em São Paulo, e o número que chama atenção é R$ 71.090 — preço de lançamento da versão Evolution, que na tabela cheia sai por R$ 82.790. É um desconto de quase R$ 11,7 mil só para entrar no mercado, e o suficiente para a marca recolocar o hatch no topo do ranking de carro mais barato do Brasil, disputa que havia perdido para rivais como o Fiat Mobi nos últimos meses.

A tabela de preços

O Kwid 2027 chega em três versões, todas com desconto de lançamento sobre o preço de tabela:

Foto: reprodução/canaltech.com.br

  • Evolution: R$ 71.090 (tabela: R$ 82.790)
  • Techno: R$ 75.990 (tabela: R$ 85.890)
  • Outsider: R$ 84.890 (tabela: R$ 91.190)

A estratégia é clássica de fim de ano-modelo: empurrar volume com condição especial antes que a tabela cheia vire regra. Para a Renault, o Kwid segue como porta de entrada da marca no Brasil — e reconquistar o título de mais barato tem valor de marketing que vai além da margem por unidade.

O que mudou por dentro

Foto: reprodução/cnnbrasil.com.br

A motorização segue a mesma: 1.0 três-cilindros flex, com 71 cv no etanol e 68 cv na gasolina, câmbio manual de cinco marchas. A novidade fica na cabine. A versão de entrada Evolution já sai com quatro airbags, ar-condicionado, direção elétrica e painel digital de 7 polegadas — itens que ainda não são padrão em toda a categoria.

A Techno soma central multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, câmera de ré e retrovisores elétricos — um pacote de conectividade que costuma aparecer só em versões mais caras de outros modelos de entrada. Já a Outsider, no topo da linha, aposta no visual: teto bicolor, rodas diamantadas, barras de teto e acabamento em couro.

Quem ganha e quem perde

Quem sai na frente é o consumidor que estava disposto a esticar o orçamento para o Mobi ou similares e agora encontra no Kwid um pacote de tecnologia maior pelo mesmo dinheiro, ou menos. Quem perde é a concorrência direta: Fiat e Volkswagen, que também disputam a faixa de entrada, terão de reagir com desconto ou reforço de equipamento para não perder espaço nesse fim de ano-modelo. Para a Renault, o efeito imediato é reputacional — voltar a estampar "carro mais barato do Brasil" no showroom vale tráfego de loja, mesmo que a margem fique mais apertada até a tabela cheia entrar em vigor.

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