Legacy perde dois jogos e fecha a IEM Beijing na lanterna do CS2
A Legacy caiu diante de The MongolZ e depois de B8, ambas em 2-1, e fechou a IEM Beijing 2026 entre as últimas colocadas, sem sobreviver à fase de grupos.
Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports
Placar na mesa: eliminação sem vitórias
A Legacy entrou na IEM Beijing 2026 precisando de uma resposta rápida e saiu de lá sem vencer um mapa que valesse a série. No confronto de abertura, caiu para The MongolZ, time mongol que vinha como um dos nomes fortes do cenário asiático, por 2-1 (Mirage 16-13 Legacy, Dust2 13-6 e Ancient 13-8 para os rivais). Precisando reagir no segundo compromisso, a equipe brasileira enfrentou a B8, organização ucraniana, e perdeu de novo por 2-1 (Dust2 13-11, Cache 13-6 e Mirage 13-9, todos para a B8). Duas derrotas seguidas bastaram para tirar a Legacy da disputa e empurrá-la para o grupo que fechou o campeonato entre 13º e 16º lugar, ao lado de FaZe, G2 e 9z.
Por que isso pesa pro torcedor
Quem acompanha CS2 sabe que a Legacy não chegou à China como zebra. A equipe vinha de dois títulos de CS Asia Championship e do FISSURE Playground 3 justamente em solo chinês, construindo fama de visitante difícil de bater no Extremo Oriente. Essa fama ficou pelo caminho em Pequim. O cenário dentro do time também ajuda a explicar a queda: Andrei "arT" Piovezan, capitão histórico, está afastado por um quadro de meningite, e no período sem ele a Legacy acumulou um retrospecto de 3-10 em séries desde o fim da ESL Pro League. Italo "ksloks" Meinberg, que entrou no lugar de n1ssim para o torneio, teve rating 0.88 e ficou abaixo de 0.87 em quatro mapas — justamente nos jogos que decidiram a eliminação. Do lado positivo, Santino "try" Rigal foi o único brasileiro em ritmo de contestar: 57 kills contra 29 mortes e rating 1.42, com 27 abates sozinho no Dust2 contra a B8.
O que o torcedor leva disso
Para quem só ligou a TV ou abriu a stream agora, vale o contexto: cair direto após dois jogos é o pior cenário possível numa fase de grupos de Major-tier como essa, e o prêmio de consolo — US$ 4 mil, cerca de R$ 21 mil — mostra bem o tamanho do tombo visto a ambição inicial da equipe no torneio. A Legacy não decide mais nada em Pequim; a IEM Beijing segue até o dia 8 de novembro, com US$ 1,25 milhão em prêmios em disputa entre as 16 equipes, mas sem brasileiros na briga pelo título desta edição.
O que vem no calendário
Agora o foco da organização passa a ser a recuperação do elenco fora de quadra, com a expectativa em torno da evolução do quadro de saúde de arT e da definição de quem assume a vaga de n1ssim nos próximos torneios. De olho na temporada, o torcedor da Legacy já pode mirar os próximos eventos de qualificação pros Majors de 2027 como a chance de reverter a imagem construída nesta IEM Beijing.