Legacy sobe ao 2º lugar no VRS antes do corte do Major, e NiKo cobra regras mais duras
Na última atualização do VRS antes do corte do Major de Singapura, Legacy saltou para a vice-liderança global e a MIBR entrou no Top 12, enquanto NiKo criticou times que trocam de região para facilitar a vida no ranking.
Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports
Legacy dispara no ranking, MIBR entra no Top 12
Placar que todo torcedor brasileiro queria ver: a Valve publicou nesta segunda-feira (5) sua última atualização do VRS (Valve Regional Standing, o sistema de ranking regional que a Valve usa para definir convites e qualificações de CS2) antes do corte de inscrições para o Major de Singapura, e o Brasil subiu na tabela. A Legacy saltou da 6ª para a 2ª posição no ranking global, atrás apenas da Team Spirit, impulsionada pelo título na FISSURE Playground 3 — o VRS pontua com base em dinheiro conquistado em torneios, e aquele título de um milhão de dólares pesou muito. A MIBR, por sua vez, entrou pela primeira vez no Top 12 global, na 12ª posição, enquanto a FURIA se manteve estável na 7ª colocação.
No recorte das Américas, o domínio é verde e amarelo: Legacy em 1º, FURIA em 2º e MIBR em 3º, com 9z e Liquid completando o Top 5 regional. Essas posições já garantiram vaga para Legacy, FURIA, MIBR e Luminosity na PGL Bucharest, além de Legacy e FURIA na BLAST Hong Kong. A próxima atualização, em 2 de novembro, é que vai bater o martelo sobre quem entra entre os 32 times convidados para o Major de Singapura — aí sim, o torcedor vai poder comprar passagem e passar o cartão sem medo de ficar sem transmissão para acompanhar.
NiKo entra no jogo: "pessoas não deveriam poder trocar de região quando quiserem"
Enquanto o Brasil comemorava, outro nome pesado da cena levantou a bandeira da bronca. NiKo, atual campeão de Major e hoje na Falcons (organização saudita que reúne estrelas como o próprio bósnio-sérvio), cobrou a Valve publicamente sobre manobras de troca de região no VRS. O argumento: times estariam contratando jogadores de outras nacionalidades só para mudar de região e entrar em faixas de classificação mais fáceis para o Major — caso da Sashi, que contratou australianos e um jogador vietnamita para migrar da Europa para a Ásia e subir à 5ª posição asiática, dentro da zona de corte.
Após a Falcons perder por 2 a 1 para a Vitality na Pro League (vitória no Anubis, derrotas no Dust2 e no Mirage, deixando a equipe em 2-1 na fase suíça com duas chances restantes de playoff), NiKo foi direto: "as pessoas não deveriam poder trocar de região quando e como quiserem" e completou que isso "não é justo com aqueles que estão lutando em suas regiões ao longo de toda a temporada". A proposta dele é travar a região do time pelo menos seis meses antes do Major.
O que vem pela frente
Com o corte oficial de convites só em 2 de novembro, Legacy, FURIA e MIBR seguem na briga por vaga direta em Singapura, enquanto a discussão sobre as regras de troca de região promete continuar esquentando até lá. De olho na régua: calendário cheio com BLAST Rivals, PGL Bucharest e a reta final de qualificação para o Major.
Atualização (07/10, 03:50): ## Valve responde e restringe mudança de região no VRS
A Valve atualizou as regras do CS2 nesta terça-feira (6 de outubro de 2026), limitando as trocas de região (core) no VRS logo após a repercussão do pedido de NiKo por regras mais duras. Pela nova norma, times só podem mudar de região se não apareceram em outro recorte regional do VRS nos últimos três meses — restrição que já passa a valer para o corte do PGL Singapore Major.
Segundo comunicado da Valve à HLTV, as equipes que trocaram de região antes do corte do Major de Singapura ficam desclassificadas da disputa, "a menos que elas entrem em contato e encontrem uma solução" com a desenvolvedora. Entre os times afetados pela mudança está a Sashi, que havia migrado da Europa (onde ocupava a 54ª posição) para a Ásia após contratar jogadores australianos e um atleta com cidadania vietnamita, buscando uma vaga mais fácil (chegaria ao 5º lugar do ranking asiático). A BC.Game, equipe de s1mple que também deixou a Europa pela Ásia após reforços australianos e mongóis, e que liderava o VRS asiático, igualmente entra no raio da nova restrição.
A Valve cita ainda o caso da Team Liquid, que no primeiro semestre de 2026 trocou da Europa para as Américas após contratar o guatemalense malbsMd — movimento anterior à nova regra e que permanece válido, servindo de contraste com as manobras feitas já em vésperas do corte do Major.