
Legacy vira sobre a FURIA e leva o bronze do CS2 na Esports World Cup
No clássico brasileiro que fechou a campanha nacional em Paris, o time de arT virou o duelo de terceiro lugar por 2 a 1 e deixou a FURIA fora do pódio mais alto.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O clássico que ninguém queria perder
Dois times brasileiros brigando por pódio em um dos maiores eventos do ano deveria ser só festa. Mas o CS tem dessas: alguém precisava sair com o gosto amargo. No domingo (23), a Legacy, time brasileiro capitaneado por Andrei "arT" Piovezan, venceu a FURIA, organização brasileira que virou potência global do CS, por 2 a 1, de virada, e ficou com o terceiro lugar do Counter-Strike 2 na Esports World Cup 2026, disputada em Paris.
A FURIA até começou mandando: fechou a Ancient em 13 a 9 e parecia encaminhar o bronze. Só que a Legacy não se abalou. Devolveu o mesmo 13 a 9 na Nuke e repetiu a dose na Dust2 para completar a virada. O argentino Santino "try" Rigal foi o grande nome da série pelo lado vencedor, enquanto na FURIA o destaque ficou com Danil "molodoy" Golubenko, que liderou em abates — e saiu com aquela sensação de que faltou pouco.
Foto: reprodução/jwave.com.br
O que estava em jogo
Além da honra do clássico verde-amarelo, tinha dinheiro pesado na mesa: a vitória rendeu US$ 190 mil à Legacy, enquanto a FURIA ficou com US$ 110 mil. Pra uma organização que vive de provar que merece espaço entre as grandes, o cheque e o pódio da Legacy valem dobrado.
Como cada um chegou lá
Os playoffs reuniram os 16 melhores times do mundo entre 19 e 23 de agosto. A FURIA caiu na semifinal no sábado (22), com derrota por 2 a 1 para a FUT Esports, organização turca que vem incomodando a elite do CS. A Legacy também parou na semi, e o duelo brasileiro definiu quem subia no pódio. No fim, a Team Spirit, dona do melhor CS do planeta hoje, levantou o troféu e encerrou o torneio como campeã.
Recado pro fã
Pra quem acompanha a cena BR, o saldo é positivo: dois times nossos entre os quatro melhores de um evento internacional desse tamanho não é pouca coisa. A Legacy provou que não foi a Paris de turista. E pra FURIA fica o alerta de sempre: chegar perto virou rotina, agora falta transformar semifinal em final. O fã brasileiro agradece o espetáculo — e cobra o próximo passo.