
Lenovo apresenta notebook que estica sua de 14 para 17 polegadas
O Project Swan, ThinkBook conceito da Lenovo apresentado na IFA 2026, usa uma tela OLED rollable que se expande horizontalmente para ganhar mais espaço de trabalho sem aumentar a mochila.
Por Marx Walker · Editor-Chefe
A Lenovo, gigante chinesa de PCs e uma das maiores fabricantes de notebooks do mundo, apresentou na IFA 2026, feira de tecnologia realizada em Berlim, o Project Swan: um notebook conceito da linha ThinkBook — sua família voltada a uso corporativo — que começa como uma máquina convencional de 14 polegadas e, com o acionamento de motores internos, estica lateralmente a tela até alcançar 17 polegadas em formato 16:9.
A especificação vira experiência ao repensar o problema do monitor externo: em vez de carregar uma segunda tela para ter mais espaço de trabalho, o usuário aciona o mecanismo e a própria tela OLED flexível se desenrola das bordas, revelando área adicional para multitarefas. O aparelho pesa 1,6 kg e tem 17,9 mm de espessura — dimensões próximas às de um ultrabook comum — e roda um processador Intel Lunar Lake, geração atual de chips de baixo consumo da Intel voltada a notebooks finos.

Foto: reprodução/engadget.com
Object da geração anterior
Não é a primeira vez que a Lenovo mexe com telas expansíveis: a fabricante já mostrou protótipos de laptops e tablets com telas dobráveis e rollable em edições passadas de feiras como a CES. A diferença do Project Swan é o público-alvo: em vez de mirar em gamers ou criadores de conteúdo com protótipos vistosos, a Lenovo optou por uma abordagem mais discreta, pensada para caber em uma bolsa de trabalho comum e atender profissionais que precisam de mais tela sem carregar acessórios extras.
Ainda é só conceito
Apesar do acabamento avançado, a Lenovo não revelou preço, data de lançamento ou detalhes sobre durabilidade e autonomia de bateria do mecanismo rollable — questões cruciais para um componente mecânico que se move a cada uso. Por ora, o Project Swan segue como prova de conceito, sem confirmação de que virá a ser vendido.
Vale o preço no Brasil?
A pergunta ainda não tem resposta, porque não há preço. Mas a experiência acumulada da Lenovo com hardware experimental sugere que, se o Project Swan sair do papel, deve chegar como produto de nicho e caro — a exemplo de outros notebooks com tela dobrável já vendidos no mercado global na faixa de US$ 3.000 a US$ 3.500. Para o consumidor brasileiro, que já paga pesado imposto de importação em eletrônicos, a conta tende a ficar ainda mais salgada caso o conceito vire produto.