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Mercado04 de set. de 2026, 09:17

Lenovo apresenta notebook ultrafino, sem ventoinha e refrigerado por chip

Ainda é só um conceito, mas isso soa interessante para o mercado

Por Marx Walker · Editor-Chefe

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Notebook sem ventoinha, mas com potência

A Lenovo, fabricante chinesa que está entre as maiores do mundo em vendas de PCs, levou à IFA 2026, feira de tecnologia de Berlim, mais um protótipo ousado: o Project AeroBlade, notebook conceito de 14 polegadas com menos de 10mm de espessura e menos de 830 gramas — mais leve que muitos tablets — mas sem nenhuma ventoinha mecânica dentro do chassi.

A especificação vira experiência porque o AeroBlade não sacrifica desempenho para ser fino: no lugar das ventoinhas giratórias tradicionais, a Lenovo usou quatro módulos AirJet Mini da Frore Systems, startup americana especializada em resfriamento em estado sólido. Cada módulo tem uma membrana piezoelétrica que vibra em frequência ultrassônica — inaudível ao ouvido humano — criando um fluxo de ar sem partes móveis rotativas. Juntos, os quatro módulos dissipam até 30 watts de calor, o suficiente para acompanhar o processador Intel Lunar Lake do protótipo, que consome entre 17W e 30W.

Foto: reprodução/ubergizmo.com

Um salto sobre a refrigeração tradicional

Segundo a Lenovo, o sistema AirJet gera até 17 vezes mais pressão de ar que uma solução de refrigeração convencional, além de reduzir ruído, entrada de poeira e complexidade mecânica — problemas clássicos de notebooks finos, que historicamente sacrificam desempenho sustentado (o famoso "thermal throttling") em nome do design magro. O chassi é de liga de magnésio e alumínio, com tela OLED, portas Thunderbolt 4 e Wi-Fi 7.

Foto: reprodução/tomshardware.com

Object da geração anterior

Até aqui, notebooks ultrafinos como o MacBook Air, da Apple, resolviam o problema do calor abrindo mão de ventoinhas e limitando o desempenho sob carga prolongada. O AeroBlade tenta provar que dá para ter as duas coisas — magreza extrema e resfriamento ativo — sem depender de mecanismos rotativos, historicamente um dos principais pontos de falha e ruído em notebooks finos.

Vale o preço no Brasil?

Como protótipo, o Project AeroBlade não tem preço nem data de lançamento anunciados. A Frore Systems já fornece módulos AirJet para outros fabricantes de hardware, então a tecnologia tem chance real de chegar ao mercado — mas a pergunta que fica é se o consumidor brasileiro vai pagar o prêmio de um notebook premium de nicho por um recurso que, na prática, resolve um problema que a maioria não sente no dia a dia.

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