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Gadgets20 de ago. de 2026, 10:40

LG cria processo sem máscara metálica para baratear telas OLED

Tecnologia FLiPP troca a tradicional máscara metálica por fotolitografia na fabricação de painéis OLED, prometendo mais brilho, vida útil maior e menos desperdício de material.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que muda na fábrica

A LG Display apresentou a FLiPP (FMM-Less innovative Pixel Patterning), uma nova forma de fabricar painéis OLED que elimina a fine metal mask (FMM), a máscara metálica fina usada há décadas para depositar os subpixels vermelho, verde e azul sobre o vidro. No lugar dela, a empresa recorre à fotolitografia: os pixels RGB são aplicados em sequência, fixados em posições precisas e depois "esculpidos" por luz ultravioleta de alta precisão, técnica emprestada da fabricação de semicondutores. A tecnologia foi anunciada oficialmente na IMID 2026, em Busan, na Coreia do Sul.

Da máscara ao laser: o que isso muda na prática

No processo tradicional, a máscara metálica funciona como um stencil: o material orgânico é evaporado através de furos minúsculos numa chapa de metal, um método sensível a desalinhamentos e que limita o aproveitamento do vidro usado na produção. Trocar esse stencil por fotolitografia é como passar de um carimbo furado para uma impressora de precisão — o resultado, segundo a LG, é um aproveitamento do vidro-mãe até 64% maior, o que significa menos desperdício de substrato e, em tese, menos custo por painel entregue.

A empresa também cita ganhos de desempenho na comparação direta com painéis feitos pelo método antigo, sob as mesmas condições: brilho 1,6 vez maior, vida útil 2,4 vezes mais longa e consumo de energia 13% menor. A taxa de abertura dos pixels, que afeta diretamente o quanto de luz atravessa a tela, teria melhorado cerca de 55%.

O que a LG diz

Em comunicado, Choi Young-seok, CTO da LG Display, afirmou que a empresa "realizou com sucesso a FLiPP" a partir de suas tecnologias proprietárias de WOLED e que pretende liderar a próxima geração de painéis OLED. Segundo a companhia, a produção deve começar por aplicações menores — tablets e monitores — antes de se expandir para telas maiores e, futuramente, TVs. A LG também confirmou investimento de cerca de US$ 2,1 bilhões (3 trilhões de wons) numa fábrica dedicada à tecnologia, mas sem produção em massa prevista antes do fim de 2027.

Vale o preço no Brasil?

Até aqui, o que existe é uma tecnologia de fábrica, não um produto: não há TV, notebook ou celular anunciado com painel FLiPP, muito menos preço de venda. Mas a lógica é clara — menos desperdício de material na linha de produção tende a significar painéis mais baratos de fazer, e ganhos como maior brilho e menor consumo de energia sem aumento de custo são o tipo de avanço que historicamente migra dos monitores e notebooks para as TVs. A dúvida que fica, como sempre quando uma fabricante anuncia um processo revolucionário na fábrica, é quanto tempo — e quanta margem de distribuidor e imposto — vai se interpor entre esse avanço de bastidores e uma etiqueta de preço mais camarada nas lojas brasileiras.


Atualização (20/08, 09:44): Atualização (20/08/2026): a LG Display detalhou o nome e os ganhos técnicos do novo processo de fabricação de OLED sem máscara metálica fina (FMM) mencionado nesta matéria: a tecnologia se chama FLiPP ("FMM-Less innovative Pixel Patterning") e foi apresentada oficialmente no IMID 2026, em Busan. Em vez de depositar os subpixels RGB por evaporação através de uma máscara metálica perfurada, o FLiPP aplica os materiais orgânicos em camadas e usa fotolitografia com luz ultravioleta de precisão para "esculpir" o desenho dos pixels, eliminando a etapa da máscara.

Segundo a LG Display, o processo aumenta a taxa de abertura dos pixels em cerca de 55% em relação ao método com FMM, o que se traduz em painéis até 1,6 vez mais brilhantes, com vida útil até 2,4 vezes maior e consumo de energia até 13% menor. A empresa também afirma que o FLiPP aproveita melhor o vidro-mãe usado na produção (até 64% mais eficiente que métodos concorrentes sem máscara), reduzindo desperdício de material e custo.

A LG Display diz ainda que a tecnologia não está limitada a um tamanho ou resolução específicos, podendo teoricamente ser aplicada a telas de 1 polegada (wearables) até 100 polegadas (TVs), incluindo dispositivos de RV e RA — reforçando a promessa de baratear e diversificar a produção de painéis OLED.

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