
LibreOffice vira alternativa gratuita após Microsoft encerrar o Publisher
Com o fim do Microsoft Publisher marcado para outubro de 2026, o LibreOffice Draw passa a ser a saída mais prática para abrir, editar e salvar arquivos .PUB sem pagar nada. Vale a troca?
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O Publisher ficou pra trás, e agora?
Se você ainda tem arquivos .PUB parados no HD, a notícia não é exatamente uma surpresa, mas dói do mesmo jeito: o Microsoft Publisher está sendo descontinuado. Assinantes do Microsoft 365 perdem o acesso ao programa a partir de 1º de outubro de 2026, enquanto quem tem a versão perpétua (incluindo o Office LTSC 2021 e o Office 2021 para consumidor) fica sem suporte, atualizações e correções de segurança a partir de 13 de outubro de 2026, segundo a própria Microsoft. Ou seja, dá pra continuar abrindo o programa, mas sem garantia nenhuma de que ele vai continuar funcionando direito — ou de que seus arquivos .PUB vão permanecer acessíveis no futuro.
É aqui que entra o LibreOffice, suíte de escritório gratuita e de código aberto mantida pela The Document Foundation, oferecendo alternativas aos programas do pacote Office. Segundo o Tecnoblog, a fundação recomenda o uso do módulo Draw como porta de entrada para quem precisa recuperar documentos criados no Publisher.
Como o Draw lida com arquivos que não são dele
Na prática, o Draw não nasceu para substituir o Publisher — é uma ferramenta de desenho vetorial e organização de elementos gráficos. Mesmo assim, consegue importar arquivos .PUB graças à libmspub, biblioteca desenvolvida pelo Document Liberation Project a partir de engenharia reversa do formato proprietário da Microsoft. Depois de importado, o documento pode ser salvo como cópia editável em formato aberto OpenDocument Drawing (.odg) ou exportado direto para PDF.
É um fluxo que resolve o problema de acesso, mas não é mágica: como o próprio formato do Publisher prioriza diagramação livre, a conversão caiu nas mãos do módulo de desenho, não de um editor de texto tradicional como o Writer. Prova disso é que usuários já reclamaram, em comentários a reportagens sobre o tema, que falta um editor equivalente de fato ao Publisher — o Draw é bom com vetores, mas layouts mais complexos de boletins e panfletos podem exigir ajustes manuais.
Vale a pena trocar?
Se comparado ao Publisher original, o Draw perde em recursos específicos de editoração — afinal, nunca foi feito pra isso. Mas ganha no que mais importa agora: está vivo, é gratuito, abre o que o Microsoft 365 vai travar e ainda te tira da dependência de um formato fechado, trocando por ODF ou PDF. Para quem só precisa resgatar arquivos antigos e seguir em frente, é alternativa mais que suficiente. Para quem faz diagramação pesada no dia a dia, o recado é claro: migre os arquivos antes do prazo e não espere o Draw virar um Publisher 2.0 — ele não vai virar, e provavelmente não precisa.